Carnatal é encerrado com três blocos e volta "extra" no corredor

Publicação: 2014-12-07 23:19:00 | Comentários: 1
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Nadjara Martins
Repórter

Atrasos no cronograma também marcaram a última noite do Carnatal edição 2014, neste domingo (7). O evento, programado para iniciar o percurso às 17h, só liberou o primeiro bloco – “Coruja”, com a baiana Ivete Sangalo – às 18h. Seguiram-se as apresentações dos blocos “Swingaê” e o clássico “O Bicho”, de Ricardo Chaves.

Durante o percurso no corredor da folia, o próprio Ricardo Chaves fez uma crítica velada aos atrasos na programação. “São apenas três blocos e ainda temos engarrafamento?”, alfinetou. O cantor deu três voltas na avenida, uma mais que o normal, um percurso total de 9 quilômetros, já que cada volta tem 3 quilômetros.
Emanuel AmaralBloco Bicho encerrou a festa com três voltas no corredor da foliaBloco Bicho encerrou a festa com três voltas no corredor da folia

Ivete se despediu do Carnatal 2014 com a música “Levada Louca” e a participação do ator Thiago Abravanel. “Não existe festa como essa”, afirmou a cantora. Já a banda Grafith animou o bloco “Swingaê” com os principais hits do grupo.

Apesar de ser o último dia do evento, os potiguares ajudaram a manter a boa movimentação registrada nos dias anteriores. Segundo a empresa Destaque Produções, organizadora do evento, a perspectiva era de que 20 mil micareteiros participassem do evento – tanto na avenida quanto no camarote fechado.

Esta foi a primeira edição do Carnatal completamente 'indoor' em Lagoa Nova, o que diminuiu os problemas com tráfego e acesso ao evento. Alguns foliões parabenizaram a nova organização. “Achei mais seguro. Participo de outras micaretas e todas já adotaram esse formato”, comenta o segurança José Alves, 37 anos, que pulou no bloco “Coruja”. Entretanto, ele reclamou dos preços. “Uma cerveja é cinco reais, um cachorro quente é cinco reais”, comentou.

O novo formato da festa – que retirou os cordões e englobou os blocos populares, como a Pipoca – também não agradou comerciantes, que reclamaram da baixa movimentação. Nem todos estavam podiam vender dentro da área do evento, pois era preciso pagar. “A gente só pode ficar aqui fora enquanto os blocos não saem. Depois temos que ir embora”, disse o ambulante pernambucano Alexandre Arlindo.

Na avaliação da Destaque, porém, o novo formato do evento trouxe boa resposta. Para o diretor da empresa, Paulinho Freire, a edição deste ano superou todas as expectativas. “Este ano o Carnatal consolidou o largo do Arena das Dunas como uma das melhores praças de evento do Brasil”, comemorou. Segundo balanço da Polícia Militar, 120 mil pessoas passaram pela festa nos quatro dias.

Segurança


O circuito fechado do Arena das Dunas não impossibilitou, porém, o número de casos de violência. Dois rapazes foram presos no sábado – um por porte ilegal de arma e outro acusado de furto, após ser pego em flagrante.

Até sábado, mais de 30 celulares haviam sido roubados, segundo informações prestadas pela Policia Militar à TN no dia 6. Brigas também foram registradas na área externa do evento. O número total de casos só serão divulgadas pela PM nesta segunda-feira.

Neste domingo, um adolescente de 12 anos foi apreendido e encaminhado para a delegacia. Ele já tinha um mandado de busca e apreensão em aberto por furto.

Com relação à perda de documentos o número também foi alto: 503 ocorrências, das quais 28 somente hoje. Até o momento, apenas 100 documentos foram devolvidos. Os objetos serão encaminhados para a Companhia Feminina da Polícia Militar após o fim do evento.

Para o delegado de plantão Márcio Delgado, o formato do evento possibilitou a diminuição do número de casos. “Considero o evento bem mais tranquilo neste ano, principalmente por causa da restrição aos blocos. Quando a Pipoca era aberta, era mais fácil ter casos de furto”, comentou.


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Comentários

  • jleitel

    É estarrecedor, sabermos que nas imediações da Arena das Dunas, no máximo 200 metros de cada lado, existem Hospitais (do Coração) e Maternidade (Promater). Registre-se as inúmeras residências onde pessoas- inclusive idosos -, ficam com seu sono e tranquilidade perturbados, para que uma festa eminentemente PRIVADA, que conta com SEGURANÇA e ESTRUTURA PÚBLICA, enquanto o cidadão tem que sair correndo para não ser ASSALTADO ou morto, além de outros transtornos. Falta o Ministério Público - Estadual ou Federal, coibir esta aberração e proibir definitivamente, na área urbana, o acontecimento, como já ocorreu em outras Cidades - Fortaleza, Recife -, para ficar apenas nestas duas. Festa é festa, Direito é Direito e exige RESPEITO.