Caso Gabriel: após um mês, ato em Natal cobra justiça pela morte de jovem estudante

Publicação: 2020-07-14 16:24:00
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Amigos, familiares e moradores do bairro do Guarapes, na zona Leste de Natal, promovem um ato intitulado "Quem matou Gabriel", em alusão a Gabriel Gomes, 18 anos, que foi encontrado morto há um mês em um terreno na cidade de São José de Mipibu, Grande Natal. A ideia é fazer uma passeata nas ruas do bairro e retornar à Praça dos Guarapes, onde será exibido um documentário em homenagem ao jovem. 

Créditos: Alex RegisAto por justiça e contra o racismo reuniu dezenas de popularesAto por justiça e contra o racismo reuniu dezenas de populares

O ato teve início por volta das 15h e reúne cerca de 100  pessoas no bairro Guarapes, onde Gabriel Morava. Carros de som, faixas e bandeiras com fotos e nomes de Gabriel são expostas pelos manifestantes. Há também muitas bandeiras e camisas personalizadas com a frase "Vidas Negras Importam".

Para o ato, também está previsto a exibição de uma produção audiovisual sobre Gabriel, num telão preparado na praça dos Guarapes. 

Gabriel Gomes, 18 anos, foi encontrado morto com marca de tiro na cabeça e as mãos amarradas com um "enforca gato" no dia 14 de junho. Ele deixou a casa onde morava com a mãe para ir ao encontro da namorada, em Parnamirim, mas não chegou ao destino. 

A família reconheceu o corpo de Gabriel junto ao Instituto Técnico Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) no dia 15 de junho. Ele estava com um relógio dado de presente pelo pai, Jeová Gomes 
Créditos: Alex RegisAto cobra resolução do caso GabrielAto cobra resolução do caso Gabriel
Priscila Souza, mãe de Gabriel, cobrou agilidade e resposta nas investigações do caso. "É revoltante. Eu não entendo o motivo do meu filho ter sido executado", disse enquanto participava do ato. O advogado Hélio Miguel Santos, que representa a família do estudante, evitou apontar as linhas de investigação e disse que as investigações estão em andamento.

Em contato com a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que pelo menos 23 depoimentos foram colhidos até agora. As linhas de investigação não foram informadas e a Polícia Civil adota total sigilo no caso. O inquérito, antes em posse da Delegacia se Especializada Polinter e Capturas (Decap), foi transferido junto com o delegado que cuida do inquérito para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Esse o terceiro ato organizado por familiares e amigos de Gabriel Gomes. No dia 15 de junho, uma grande passeata envolveu praticamente todo o bairro do Guarapes. No dia seguinte, no enterro do jovem estudante, um cortejo de motos seguiu o carro que levava o corpo de Gabriel, já que não a família não pôde realizar velório em virtude da pandemia de coronavirus.


Atualizada às 17h09