Caso Luiz Benes: delegada avalia pedir reconstituição

Publicação: 2018-09-14 00:00:00 | Comentários: 0
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A delegada Taís Aires, da Delegacia de Homicídios e que preside o inquérito que investiga as condições da morte do jovem Luiz Benes Leocádio Júnior, que tinha 16 anos e era filho do ex-prefeito de Lajes Benes Leocádio, avalia pedir a reconstituição do caso.

Luiz Benes morreu após ser atingido por dois tiros durante sequestro relâmpago
Luiz Benes morreu após ser atingido por dois tiros durante sequestro relâmpago

Para fazer a reconstituição das condições em que se deram as mortes, a delegada quer se municiar de provas técnicas. Até esta quinta-feira (13), ela não tinha nenhum laudo técnico emitido pelo ITEP (Instituto Técnico e Científico de Perícia) para saber se a bala que matou Luiz Benes partiu das armas utilizadas pelos policiais ou dos adolescentes que o sequestraram.

“Ainda não recebi nenhum laudo. Estou indo hoje (ontem) à tarde no ITEP para verificar”,  resumiu a delegada. Segundo ela, a prova pericial vai ser essencial para o caso devido a complexidade da situação e o número de pessoas envolvidas: três jovens e quatro policiais militares. 

Taís Aires solicitou ao ITEP vários laudos, entre eles a perícia do veículo onde estavam os rapazes, que vai ser de extrema relevância para elucidar as condições das mortes, avaliou. Também será feita a perícia no local do crime e das armas que estavam com os policiais e das armas que estavam com os rapazes.

A delegada também espera os laudos cadavéricos de Luiz Benes e do adolescente para  saber a quantidade de lesões, a direção dos disparos que saíram das armas, direção dos projéteis (se foi de trás para a frente, de frente para trás). Esse movimento deve definir a posição em que se encontravam as vítimas, explicou a delegada.

O ITEP terá que entregar à delegada a perícia residuográfica  para verificar se algum dos ocupantes que estavam no veículo sequestrado atirou. Taís Aires também vai fazer a comparação balística entre os projéteis retirados dos carros, dos cadáveres com as armas utilizadas pelos policiais e as  usadas pelos adolescentes.

“A prova técnica, pericial, vai ser muito importante. Muitas vezes ligam (repórteres) para mim pedindo para adiantar alguma coisa”, frisa a delegada. Segundo ela, não é possível revelar nada das investigações que ainda não foram concluídas justamente por falta de laudos periciais. “Eu preciso da perícia e não posso ser leviana (em adiantar informações)”, disse.

Luiz Benes Leocádio Júnior foi feito refém no bairro Tirol, zona Leste de Natal, e obrigado a entrar no próprio carro sob o comando de dois adolescentes, no dia 15 de agosto passado.

O filho do ex-prefeito foi abordado em frente ao escritório de campanha do pai,  que é candidato nestas eleições, quando foi abordado. No sequestro relâmpago, os  adolescentes pretendiam usar o carro roubado com o sequestrado para praticar assaltos pela cidade.

Uma viatura da Polícia Militar abordou o veículo roubado na zona Norte. Houve troca de tiros. Luiz Benes e um de seus sequestradores, Mateus da Silva Régis, 17, foram mortos na Avenida Moema Tinôco, na zona Norte.

O caso é alvo de dois inquéritos: um na Delegacia de Homicídios, e outro no Inquérito Policial Militar (IPM). 

ITEP
O Inquérito tem trinta dias para ser concluído a partir da data de abertura em agosto. Como presidente do inquérito a delegada pode pedir mais diligências para o caso e o prazo de conclusão por ser ampliado para até mais 90 dias.

A fase de inquérito tem poucas diligências a serem feitas mas o principal são as perícias que preciso delas para adiantar alguma coisa. “Sem isso não posso fazer muita descrição sobre o crime”, descreveu.

Já foram feitas oitivas com os envolvidos como o jovem infrator que foi liberado ontem pela justiça , e os quatro policiais. No depoimento feito pelo infrator no dia do crime, a delegada disse que ele não adiantou muita coisa.

“Mais para a frente pode ser necessário fazer uma reprodução simulada, uma reconstituição. Vai depender do que virá da perícia”, finaliza.


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