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Casos de microcefalia crescem 10,8%
Publicado: 00:00:00 - 18/02/2016 Atualizado: 01:07:14 - 18/02/2016
A Sesap atualizou ontem os dados relativos aos casos de microcefalia no Rio Grande do Norte. São 318 casos de m icrocefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênitas, representando aumento de 10,8% em relação ao boletim anterior. Entre os casos notificados, 260 são de nascimentos ocorridos no ano de 2015; sendo 51 nascimentos até 13 de fevereiro deste ano, dois abortos, quatro intraútero e um ignorado em 2014. Do total de notificações, 70 foram confirmados, 20 foram descartados e 228 estão sob investigação.

Dos 70 casos confirmados, 66 foram baseados em critério clínico-radiológico, por apresentar resultado de exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita. Os demais casos (4) foram confirmados por critérios clínico-laboratoriais e com a identificação do vírus Zika. Os casos notificados estão distribuídos em 71 municípios do RN, situados nas oito regiões de saúde do Estado. Do total de casos notificados, 14 evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (aborto espontâneo ou natimorto). No país, 3.935 casos suspeitos estão sendo investigados, segundo o Ministério da Saúde.

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Após a reunião de ontem com representantes do MS, a Sesap informou que falhas de comunicação entre os profissionais de Saúde serão dirimidas. O seguimento do fluxograma de atendimento será cobrado nos Municípios, para que “furos e a perda” do paciente com microcefalia sejam evitados. “O Ministério da Saúde veio identificar nossas fragilidades e, uma delas, é a própria comunicação entre os agentes que lidam ou irão lidar com os casos de microcefalia nos Municípios”, comentou Cláudia Frederico, coordenador de Promoção à Saúde da Sesap.

Segundo ela, muitos profissionais estavam furando o protocolo de atendimento formatado no fim do ano passado e deixando de atender pacientes com microcefalia na Rede Básica de Saúde, enviando diretamente para o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), unidade de referência para os casos. Cláudia Frederico asseverou que as consultas de rotina – ambulatoriais – devem ser efetuadas pelos Postos de Saúde, e as especializadas é que deverão ser feitas nos hospitais de referência.

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