Casos do novo coronavírus no mundo passam de 275 mil

Publicação: 2020-03-22 00:00:00
A+ A-
O número de casos de infecção pelo novo coronavírus no mundo chegou a 275.469 neste sábado, segundo os últimos dados da Universidade Johns Hopkins. O total de mortes causadas pela covid-19, como é conhecida a doença, é de ao menos 11.403. Mais de 88 mil pessoas se recuperaram da enfermidade.

Créditos: Josué DamacenaNos Estados Unidos, o número de casos chegou a 19.624, quase dez vezes mais do que há uma semana. Sexta, o número era de 14.250Nos Estados Unidos, o número de casos chegou a 19.624, quase dez vezes mais do que há uma semana. Sexta, o número era de 14.250

Nos Estados Unidos, o número de casos chegou a 19.624, quase dez vezes mais do que há uma semana. Sexta, o número era de 14.250. As vítimas fatais do vírus no país somam 260.

A quantidade de novos casos e de mortes continua a subir na Ásia onde muitos países parecem ter conseguido conter a expansão da doença nas últimas semanas. Cingapura reportou as primeiras mortes pelo covid-19 neste sábado, uma mulher de 75 anos e um homem de 64 anos. Ambos tinham histórico de problemas cardíacos, segundo informações de autoridades de saúde locais.

O número de novos casos em Cingapura chegou a 40 no último dia, totalizando 385. Muitos países e territórios asiáticos que tinham conseguido desacelerar o ritmo de transmissão comunitária da doença estão vivenciando agora uma segunda onda de infecções de cidadãos que estiveram recentemente nos Estados Unidos, Europa e partes da própria Ásia onde as taxas de infecção estão aumentando.

Na Austrália, o número de casos confirmados atingiu 1.000 neste sábado, após um pico no número de registros no Estado de Nova Gales do Sul, onde as autoridades identificaram mais cruzeiros com passageiros infectados com o covid-19 a bordo.

A China reportou novos casos pelo terceiro dia seguido, informando que 41 deles se referiam a viajantes que entraram no país. O número de pessoas infectadas na China agora chega a 81.303 e o de mortes, 3.139, de acordo com a Universidade John Hopkins; 58.946 pessoas se recuperam da doença no país.

No Japão, o número de infectados passou de 1.000 depois que o país registrou o maior aumento diário em uma semana. O número de mortos na Coreia do Sul aumentou para mais de 100, com o país adicionando 147 casos no dia anterior, de um total de 8.652.

No Irã, o número de mortes passou para 123 nas últimas 24 horas, chegando a 1.556 no sábado, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde local, Kianoush Jahanpour. O Irã registrou 966 novas infecções, elevando o número total de casos para 20.610.

Na Europa, a Espanha contabiliza neste sábado 21.517 casos e 1.093 mortes, a Alemanha soma 19.848 casos e 68 mortes e a França tem 12.632 casos e 450 mortes.

Na Itália, os casos atingiram 47.021 hoje, com 4.032 mortes, superando o número de vítimas fatais da China, onde a doença se originou. Fonte: Dow Jones Newswires.

COB defende o adiamento da Olimpíada de Tóquio
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comunicou, por meio de nota divulgada na manhã deste sábado, que é a favor do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 em razão da pandemia do novo coronavírus que assola o mundo.

No comunicado, o COB diz que sua posição se dá em razão do agravamento da pandemia da covid-19, que já infectou mais de 270 mil pessoas em todo o mundo, e "pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global".

"Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar uma Olimpíada em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude", afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley.

A Olimpíada está prevista para começar em 24 de julho e terminar em 9 de agosto. O COB entende que o evento deve acontecer no mesmo período de 2021. O posicionamento da entidade se opõe aos do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do governo japonês.

Recentemente, o presidente do COI, Thomas Bach, disse, em entrevista ao jornal The New York Times, que seria "prematuro" adiar os Jogos de Tóquio 2020. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, adotou postura semelhante e afirmou, no início da semana, que o evento ocorrerá conforme o previsto.

Na nota, o COB ainda ressalta que a sugestão de adiamento da Olimpíada para 2021 "em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional de que a melhor solução será tomada", citando exemplos de problemas superados no passado.

"O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou-80 e Los Angeles-84. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal-76, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade", reforçou Paulo Wanderley.

Para evitar a propagação do coronavírus, o COB cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos de Tóquio e determinou o fechamento total do CT Time Brasil. Vários eventos esportivos de grande apelo foram adiados em razão da covid-19, casos da Copa América e Eurocopa, por exemplo, torneios que serão disputados em 2021.

Pandemia faz disparar vendas online
Em meio à pandemia do novo coronavírus, que até a noite de sexta-feira (20) havia deixado ao menos 904 infectados e 11 mortos no Brasil, os brasileiros reforçaram suas compras de medicamentos, alimentos e itens de higiene e limpeza pela internet. É o que mostra relatório da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Movimento Compre & Confie, obtido com exclusividade pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Desde o dia 24 de fevereiro (pouco antes da confirmação do primeiro caso da doença no País, importado) até o último dia 18 (uma semana após a Organização Mundial da Saúde declarar a covid-19 uma pandemia), o relatório aponta um aumento de 111% nas compras online da categoria saúde (que inclui medicamentos e itens de farmácia), alta de 83% em beleza e perfumaria (que engloba itens de higiene pessoal), e avanço de 80% nas compras de supermercados (que envolvem alimentos, bebidas, higiene e limpeza). Isso tudo em comparação a um período semelhante de 2019 - de 25 de fevereiro a 20 de março. Em ambos os casos, são 24 dias, 15 dos quais úteis, já descontando o carnaval.

"Em qualquer crise, o ambiente de vendas online se consolida", diz André Dias, diretor executivo do Compre & Confie, que monitora vendas reais de mais de 80% do varejo digital brasileiro. No levantamento, estão gigantes como Americanas.com, Carrefour, Extra, Via Varejo e Magazine Luiza. "Especialmente neste momento, em que o contato físico deve ser evitado, as vendas pela internet ganharam ainda mais relevância", afirma o executivo, lembrando que os dados foram coletados antes da entrada em vigor do fechamento do comércio de rua na sexta-feira (20) em São Paulo, maior mercado consumidor do País.

Em valores, as vendas online no intervalo deste ano somaram R$ 5 6 bilhões, um aumento de 28,8% em relação ao intervalo do ano passado. O número de pedidos aumentou 31,6%, para 13,16 milhões. Já o tíquete-médio foi 2,2% menor - R$ 425,30. "Isso significa que itens mais baratos passaram a compor a cesta desse período, que registrou um decréscimo, por exemplo, da venda de segmentos de maior valor agregado, como câmeras, filmadoras e drones (queda de 62%), games (-37%), eletrônicos (-29%) e automotivo (-20%).

Em relação à quanto cada categoria representa dentro do faturamento total, houve uma queda expressiva nos eletrônicos (de 7,6% do faturamento do ano passado para 5,3% do faturamento deste ano), que se contrapõe ao aumento de beleza e perfumaria (de 4% para 6,8%), de saúde (de 1,1% para 2,3%) e de alimentos e bebidas (de 1,1% para 2%).

Essa mudança no perfil de consumo, em tão poucos dias, pegou parte dos varejistas de surpresa. "Uma rede de farmácias, por exemplo, tirou as promoções do ar, porque já havia vendido todo o seu estoque, uma alta de 170% no período, e não daria conta de entregar", afirma Dias.

No recorte por região, o aumento mais expressivo veio do Sudeste que respondeu sozinho por 62,9% das vendas no período, contra 60,8% no intervalo do ano passado.








Deixe seu comentário!

Comentários