CBF admite uso de dinheiro público nos estádios da Copa 2014

Publicação: 2009-08-05 12:01:00 | Comentários: 2
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Depois de engajar um discurso sintonizado com o ministro do Esporte, Orlando Silva, de que todos os recursos angariados para construção ou reforma de estádios visando a Copa do Mundo de 2014 viriam da iniciativa privada, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, voltou atrás.

Presidente da CBF admitiu que reforma e construção dos estádios usará recursos públicosNesta quarta-feira, em entrevista concedida a um pool de jornais, o dirigente máximo da CBF admitiu que mais de 60% dos estádios que serão utilizados no Mundial do Brasil terão a utilização de dinheiro público em suas reformas ou em sua construção.

"Esses estádios são do governo. Necessariamente, (a reforma deles) vai ter que envolver governo", sintetizou, sinalizando que pelo menos oito dos 12 estádios escolhidos como sedes da Copa não utilizarão somente recursos privados para sua modernização.

Os únicos estádios que ficariam de fora da lista seriam os particulares (Beira-Rio, Morumbi e Arena da Baixada), sendo que o de Recife segue indefinido, já que não se sabe se a nova arena será construída com dinheiro público ou iniciativa privada.

Em sua entrevista aos jornais, Ricardo Teixeira tratou como normal a mudança de rumo e garantiu que, desde o princípio, esse era o planejamento. "Eu sempre falei de PPPs (parcerias público-privadas) nas obras dos estádios. Vocês é que não entenderam", argumentou, esquecendo-se de que, em 2007, tanto ele quanto o ministro Orlando Silva afirmavam que "quanto menos dinheiro público for investido, melhor será a Copa do Mundo".

Ricardo Teixeira também comentou sobre o novo projeto de reforma do Morumbi, que será apresentado à uma comissão da Fifa em seminário entre os dias 17 e 21 de agosto, no Rio. O clube paulista já realizou adaptações para atender às exigências da Fifa. Houve mudança na localização da tribuna de imprensa e no estacionamento, enquanto o nível da arquibancada teve de subir.

Sem constrangimento: Sobre a presença de Fernando Sarney, acusado pela Justiça do Maranhão de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, no quadro diretivo da CBF - é vice-presidente da Região Norte -, Teixeira mostrou-se tranquilo.

"Só considero alguém culpado após transitado e julgado o processo. Não vejo nenhum constrangimento em tê-lo conosco", assegurou o presidente da CBF, garantindo que Fernando Sarney não é remunerado pela entidade e, como foi eleito, ficará no cargo até o final da Copa do Mundo de 2014.

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Comentários

  • petitdasvirgens

    Conforme eu havia previsto em artigo aqui na Tribuna, a demoliçao do Machadão e do Centro Administrativo, patrimônio que pertence a nós potiguares, envolveria dinheiro público (nosso) sim. Começa entregando o terreno aos gringos avaliado em 500 milhões. Imagine de que essa dupla Ricardo Teixeira e Fernando Sarney é capaz. Até o estadio de Wembley, patrimônio particular, arrancou dinheiro do Governo Inglês, quanto mais de nós pobres otários.

  • br.eduardo

    Vai ser gasto muuuuito dinheiro público na Arena das Dunas e depois o que vai acontecer é o que vem acontecendo com o Machadão, o placar de 250.000,00 que já não era bem utilizado desabou e provavelmente vai virar sucata. Com esse futebol capenga daqui é difícil que o estádio seja bem utilizado depois da copa. A menos que seja para outros tipos de eventos.