Ceará domina o Bahia e fica com título em Salvador

Publicação: 2020-08-05 00:00:00
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O Ceará conquistou seu segundo título da Copa do Nordeste. Jogando em Pituaçú, na noite desta terça-feira (4), o Alvinegro, que já havia vencido o primeiro jogo da final por 3 a 1, voltou a vencer, dessa vez por 1 a 0, com gol de Cléber.


Créditos: Copa do NordesteO atacante Cléber mostrou oportunismo, ontem em Pituaçú e fez o gol da conquista cearenseO atacante Cléber mostrou oportunismo, ontem em Pituaçú e fez o gol da conquista cearense


O primeiro tempo da decisão foi bastante movimentado, mas com poucas chances reais de jogo. O Tricolor tentava ser mais vertical e veloz nas saídas para o ataque para tentar surpreender a forte defesa cearense.

No entanto, o alvinegro não perdeu a paciência nem o controle na marcação. O esquema defensivo, armado por Guto Ferreira faz com que o time cearense sempre tenha a superioridade numérica quando está postado na defesa.

Além disso o “Vovô” mostrava que não era só defesa. Com uma paciência de fazer inveja a muito monge budista o time do Ceará chegava e ameaçava a defesa baiana.

No entanto, foi o Bahia quem criou a primeira chance real para marcar. Numa saída rápida pelo meio Rodriguinho achou o atacante Fernandão. Ele avançou e chutou forte. Fernando Prass, desatento, precisou fazer a defesa em dois tempos e por pouco não toma um frango logo aos 7 minutos de jogo.

Nos dois bancos de reservas os treinadores travavam um xadrez tático. No meio-campo Guto Ferreira montou uma barreira com uma marcação especial em cima de Rodriguinho diminuindo a criatividade do Tricolor. Se não bastasse isso, Fabinho ocupava o espaço deixado pela subida de Capixaba e criava oportunidades.

Mas, apesar da disposição das duas equipes a da necessidade baiana de fazer gols, o primeiro tempo terminou mesmo 0 a 0.
Na volta para a etapa final, Roger Machado tentou dar um xeque-mate em Guto Ferreira. Tirou um zagueiro e colocou um atacante, recuando Elber para armar o jogo junto com Rodriguinho.

No entanto, o tempo era inimigo do Bahia é isso começou a pesar no jogo. Aos 11 minutos, numa agressão de Rodriguinho ficou barato o cartão amarelo e deixou claro que o Tricolor teria mais problemas.

Para piorar, aos 15 minutos, numa saída de bola errada do Bahia, Bruno Pacheco recebeu pela esquerda, avançou e cruzou para encontrar Cléber só tocar para o gol. O detalhe é que o atacante estava sozinho justo no espaço deixado pelo zagueiro baiano que foi substituído. Ou seja, xeque-mate em favor de Guto contra Roger Machado, afinal a essa altura, no placar agregado: Ceará 4 x 1 Bahia.

Depois disso foi só segurar o jogo é garantir o título para o Ceará. Para o Bahia restou o quinto vice no regional. “Foi importante para a história do Ceará conquistar mais esse título. Cheguei pensando em fazer minha história nesse clube e graças a Deus conseguimos”, comentou o jogador Michel que ainda complementou: “Estou doido para voltar para o Ceará e comemorar com todo mundo lá. O Nordeste é diferente”.