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Natal
Centro cirúrgico da Araken Pinto deve reabrir segunda
Publicado: 00:00:00 - 13/05/2017 Atualizado: 21:33:42 - 12/05/2017
O Sindicato dos Servidores em Saúde do RN (Sindsaúde) divulgou um relatório denunciando os principais problemas encontrados na Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto, em Natal. Conforme explicita o “dossiê”,  a maternidade municipal vive problemas estruturais no prédio alugado no Tirol, onde funcionava uma clínica particular. A diretoria da unidade reconhece alguns dos problemas, como a paralisação temporária do centro cirúrgico, mas rebate as outras denúncias, dizendo que houve “má fé” por parte do sindicato.

Magnus Nascimento
Paralisação do centro cirúrgico afetou os partos cesarianos, que estão sendo feitos na Leide Morais

Paralisação do centro cirúrgico afetou os partos cesarianos, que estão sendo feitos na Leide Morais


Paralisação do centro cirúrgico afetou os partos cesarianos, que estão sendo feitos na Leide Morais

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Conforme as denúncias do Sindsaúde, nas últimas semanas, a maternidade passou por um alagamento no subsolo, falta d’água e de energia e defeitos no elevador. Desde sábado (06), o primeiro andar está sem energia, em função de um curto-circuito na instalação elétrica. Sem energia, cirurgias cesarianas não puderam ser realizadas. “Se precisar fazer uma cesária, não tem como. É um risco grande”, alerta Célia Dantas, diretora do Sindsaúde.

A diretora geral do hospital, Aloma Tereza Fonseca, explicou que uma pane no sistema elétrico da maternidade paralisou as atividades do centro cirúrgico, mas que o problema está sendo resolvido de maneira permanente e que a previsão de retorno das atividades é nesta segunda-feira (15). Em função do problema, os partos cesarianos estão sendo transferidos para a Maternidade Leide Morais, na zona norte da continuam sendo feitos com  capital. “Os partos normais mesma frequência, sem prejuízos”, disse a gestora.

A diretora médica do hospital, Aussangela Costa, confirmou alguns dos problemas alegados pelo sindicato, mas disse que houve “exagero” pelos representantes sindicais e que os erros encontrados são “pontuais” e até corriqueiros em unidades hospitalares, mas que não prejudicaram em grande escala a rotina do hospital. Sobre o elevador, a médica reconheceu que o instalado atualmente não comporta a demanda da maternidade, mas que isso foi discutido e está sendo resolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS). “Ele esquenta e trava. As grávidas usam a escada sem prejuízos, e com o consentimento delas”, explicou Aussângela.

As diretoras explicaram que a falta de água na maternidade, que necessitou do auxílio de um carro-pipa aconteceu por um problema de abastecimento externo. “Esse não é um problema estrutural da maternidade. Ficamos sem água apenas no intervalo que a Caern abastecia e a água subia para a caixa. Isso não nos prejudicou, senão a maternidade nem tinha condição de funcionar. Nós lavamos as mãos com soro como uma medida pontual, não há nada errado nisso”, disse Aussângela.

O secretário de saúde de Natal, Luiz Roberto Fonseca, reconheceu os problemas estruturais, mas disse que a denúncia tem caráter de denegrir o trabalho feito no hospital, e não apresenta críticas construtivas. “As coisas na antiga maternidade das Quintas sempre corriam frouxas, a entrada de uma gestão profissionalizante, com a vinda para a Araken gerou insatisfações, e soma isso a problemas de estrutura. Adaptamos o prédio para uma realidade diferente. O que me causa estranheza é as pessoas não acreditarem que a Araken, apesar das falhas, é muito melhor. Tem sempre que desqualificar, destruir”, desabafa o secretário de saúde de Natal, Luiz Roberto Fonseca.

O relatório mostra também a ausência de um autoclave – o material é levado diariamente para a Maternidade das Quintas para esterilização – ramais sem funcionar, sobrecarga de trabalho, entre outros problemas. O documento será entregue ao Ministério Público, à Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores e à Secretaria Municipal de Saúde.

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