Cerveró viaja, é hostilizado e Youssef fica na prisão

Publicação: 2015-12-24 00:00:00
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Condenado pela Justiça Federal por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato, o engenheiro Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da estatal, foi hostilizado por passageiros no voo que o levou ontem, à tarde, de Curitiba para o Rio. Por ordem judicial, ele passará as festas de Natal e Réveillon em casa, com tornozeleira eletrônica

De acordo com o ex-lutador e treinador de jiu-jítsu Cristiano Marcello, de 38 anos, que estava no voo da companhia Azul, dois passageiros gritaram “ladrão” em direção a Cerveró quando o avião pousou no Rio, às 14h50.

“Ninguém sabia que ele estava ali, foi tudo muito discreto. Ele embarcou antes de todos os passageiros e se sentou na última fila do avião, com dois policiais federais, sem algemas. Só descobrimos que ele estava no voo quando uma mulher passou mal no avião, na aterrissagem, e uma comissária pediu ajuda médica. É vergonhoso que, com tudo pelo que o País está passando, ele tenha esse beneficio (de ir para casa durante os festejos de final de ano)”, disse Marcello.

O benefício foi obtido por Cerveró graças ao acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte. Ele ficará no Rio até o dia 2 de janeiro.

O doleiro Alberto Youssef, preso desde 17 de março, abriu mão do direito que tinha de passar o Natal e o Ano Novo com sua família. Ele considerou as regras para sua saída rigorosa demais.


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