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Cestas de Natal São Cristóvão, tradição de mais de meio século com raízes potiguares
Publicado: 15:30:00 - 28/11/2021 Atualizado: 15:52:00 - 28/11/2021
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Uma tradição de mais de meio século com raízes potiguares. A chegada das festas de fim de ano se somam às vontades de fazer o bem ao próximo, demonstrar amor e claro, presentear. E um presente especial beneficia não só quem recebe, mas todos ao seu redor. É com esse espírito que há 57 anos as Cestas de Natal São Cristóvão vêm sendo motivo de celebração entre potiguares. Em 2021, ano de “esperança” em virtude da melhoria no cenário pandêmico, a produção das cestas para o “Natal da retomada” segue a todo vapor.
Ana Lourdes Bal

Neste ano, segundo o gerente das Cestas de Natal São Cristóvão, João Santana, a procura pelos produtos tem sido intensa, até porque que, em 2020, “muita gente ficou sem cesta”. Para este ano, a projeção é dobrar as vendas em relação ao ano passado. Alguns dos tipos das cestas já se esgotaram. Dependendo do tipo de cestas, o preço varia de R$ 79,90 a R$ 6.090.

“Ano passado foi o melhor ano das Cestas de Natal São Cristóvão. E estamos num percurso de ser melhor ainda. Tem muita gente que ficou sem cesta ano passado e acreditamos que seja por isso essa alta procura. Uma vantagem que temos é que todos os nossas mercadorias chegaram em agosto”, explica. “Hoje comparado a novembro do ano passado está duas vezes mais”, cita.

Desde agosto, com o recebimento dos produtos e itens, a produção dos 13 tipos de cestas e 3 kits na fábrica estão sendo feitas pelos cerca de 40 funcionários envolvidos, entre administrativos, empacotadores e embaladores. O processo é muito bem definido: enquanto uns selecionam e colocam os produtos de cada cesta, outros ajustam os retoques e detalhes finais, como o embalo com plástico, fitas e o acabamento. Por dia, são feitas 700 cestas.

“Tem que ter o vinho, uva passa, panetone, azeitona, o básico. A cesta você tem que ter o diferencial porque o dia a dia você já come em casa. E aqui, na cesta mais simples, vai um bom vinho. Não há discriminação”, acrescenta o gerente João Santana.
Ana Lourdes Bal

Para este ano, segundo vivido em meio a pandemia de coronavírus, João Santana afirma que “as pessoas estão com vontade de fazer o bem” e, por isso, a procura pelas cestas, seja nos mais variados valores, tem sido intensa. “Uma senhorinha veio da zona Norte para cá. Pegou um ônibus, atravessou a cidade, tudo para comprar uma de nossas cestas”, enfatiza João Santana. “As pessoas estão com uma necessidade de fazer o bem. As pessoas querem levar uma homenagem, felicidade umas para as outras. Só quem recebe uma cesta de Natal é que sabe a satisfação que é”, acrescenta Santana.

A gerente de vendas Meire Dantas, que atua na empresa desde 2002, explica que o sucesso das cestas não está restrito somente a quem recebe o presente. “Quem está dando não agrada só quem vai receber. Se agrada  a mãe, o pai, os filhos, porque são itens que agregam para toda a família. É um símbolo de Natal porque as cestas são produzidas por pessoas com todo o carinho, zelo, porque é nosso cartão postal para se chegar na casa”, explica.

“Um Símbolo de Natal”

Um símbolo de Natal. Ou do Natal? Ambos. Fato é que as Cestas de Natal São Cristóvão se tornaram um símbolo afetivo das festividades de fim de ano e uma marca da capital do Rio Grande do Norte. A frase, cunhada pelos cantores Gilliard, filho da terra, e Wilson Simonal (1938-2000), carioca, virou o mantra da marca.
Ana Lourdes Bal

Os dois artistas promoveram as Cestas de Natal São Cristóvão em momentos diferentes da trajetória da marca. João Santana, orgulhoso de ter cultivado as amizades dos dois artistas, conta que Simonal e Gilliard promoveram as cestas sem cobrar cachê. Até hoje, por exemplo, o cantor potiguar, de sucessos como “Aquela Nuvem” e “Não Diga Nada”, faz vídeos e tem seu rosto exibido na sede da empresa. “Ele é da terra, Gilliard vem de São Paulo, grava, vai embora, não me cobra nada. Precisamos reconhecer os valores da terra”, explica João Santana.
Já Wilson Simonal, de sucessos como “Sá Marina”,  e “Nem Vem Que Não Tem”, é o autor da frase “Dê um presente que você gostaria de ganhar”, um slogan das Cestas de Natal São Cristóvão. Santana o conheceu na adolescência ficou amigo do cantor, que participou de comerciais na década de 90. “Ficamos muito conhecidos quando Simonal falou essa frase, que foi dele”, lembra, recordando ainda que Simonal morou e passou muito tempo em Natal durante sua carreira. 

As Cestas de Natal São Cristóvão surgiram da ideia do irmão de João Santana, Joilson, que numa viagem ao Rio de Janeiro, deixou o pai “chateado” pela demora no retorno. À época, João Bastos Santana, o pai de João Santana, possuía um espaço no Mercado Público da Cidade Alta, na Rua Vigário Bartolomeu. Ao retornar para Natal, o irmão trouxe uma cesta comprada na Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, e entregou ao pai, que se emocionou. 
Ana Lourdes Bal

Passados 57 anos, as cestas de Natal são cadeira cativa na mesa e festas natalinas das famílias e empresas. “Enquanto houver homenagem, as cestas vão resistir. Um advogado que ganha uma causa, você não vai dar uma camisa, relógio. Você dá uma cesta de Natal. Porque o detalhe é que toda a família é presenteada”, cita.

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