Charles Maia: “O tempo foi o principal desafio”

Publicação: 2014-01-26 00:00:00 | Comentários: 1
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O tempo: esse foi o principal  desafio vencido pela empresa OAS, responsável pela construção da Arena das Dunas, em Natal. A obra, última a ser iniciada entre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil foi erguida derrubando previsões pessimistas e está concluída antes de outros estádios como o Beira-Rio, em Porto Alegre, a Arena Amazonas, em Manaus, o Itaquerão, em São Paulo e a Arena de Cuiabá. Em entrevista à Tribuna do Norte, o diretor-presidente da Arena das Dunas, Charles Maia revela como esse e outros desafios foram vencidos, a expectativa para o uso do equipamento e para a realização da Copa do Mundo em Natal.
Alex RégisDiretor-presidente da Arena das Dunas falou sobre os desafios na construçãoDiretor-presidente da Arena das Dunas falou sobre os desafios na construção

Qual a importância da Arena das Dunas para Natal e para o Estado?
Como arena multiuso é um novo tipo de serviço, é um novo tipo de entretenimento. Então você tem um conforto maior, uma segurança e uma multifuncionalidade muito grande. Então, a gente vai colocar com esse novo espaço, essa nova área de entretenimento, Natal nas rotas dos grandes shows, de grande eventos, além de parques comerciais, da parte do futebol também melhorando a qualidade do futebol. É um conjunto de funções que a arena multiuso tem que vai atrair para o Rio Grande do Norte e para a cidade do Natal, novos negócios.

Como você conceituaria a obra Arena das Dunas?
A obra em execução da Arena das Dunas, na verdade um nome eu falaria: Planejamento. Ela foi muito bem planejada e uma associação de ações. Ou seja, todo mundo em conjunto querendo fazer o melhor, sejam os órgãos de fiscalização, os órgãos públicos, o governo. Então, todo mundo se uniu para fazer dessa arena, hoje, uma das melhores arenas no mundo.

O desafio de ter começado depois ajuda na formação desse conceito de planejamento?
Sim. Nessa época que a gente estava para a arena sair a gente estava estudando e quando a arena começou a gente fez uma verificação em todas as arenas. Isso nos ajudou a planejar melhor e ter um resultado hoje de arena muito mais qualificado, com muito mais funcionalidade do que uma arena normal.

Quais os principais desafios, além do tempo, que vocês tiveram que enfrentar?

Realmente o tempo era curto. Então a gente teve que realmente se planejar, adquirir todos os equipamentos, todas as funções com bem antecedência para que tudo acontecesse no prazo. Então, quando a gente mitigava riscos, a gente já sabia que isso poderia acontecer como algum imprevisto. Então, o tempo foi o maior desafio que hoje a gente coroa, ou melhor, a cidade de Natal e o estado do Rio Grande do Norte hoje coroa com a inauguração da arena.

Qual foi o maior aliado na vitória da obra contra o tempo?
Muita tecnologia. Essa obra é uma obra diferenciada. Todo mundo que passou por aqui pelo entorno viu muito equipamento. E a parte ambiental também. A parte de sustentabilidade. Nós tivemos muitos equipamentos que nos ajudou a reaproveitar todo material do Machadão, reutilizar tudo. Então, é uma obra sustentável, queira na construção, queira no projeto. Porque até o projeto tem uma sustentabilidade quando a gente tem o reuso de água, são áreas que tem uma iluminação maior, economizando a questão de luz durante o dia no anel superior, o reaproveitamento do vento, que a cobertura superior acaba sendo condensada com o vento que vem do mar. São várias posições do projeto e da construção que valorizaram o projeto.

Então qual seria o destaque tecnológico da Arena?
Essa arena aqui não exite no mundo hoje nenhuma com essa qualidade que a gente tem de câmeras, de telão, de acessibilidade, controle, detecção de incêndios. São tudo de última geração. No mundo hoje não estamos devendo nada a ninguém. Somos hoje, realmente, última geração em termos de tecnologia, de controle de acessos hoje estamos realmente com a última tecnologia.

E em relação ao futebol do Rio Grande do Norte, o que a Arena pode trazer de avanços para essa área?
Na verdade a Arena vai trazer muita visibilidade para os jogos que vão ter aqui. Isso atrai patrocínios para os times e isso movimenta o negócio futebol, então vem melhores jogadores e uma qualificação, temos a qualidade dos acessos de jogadores, qualidade de campo e então isso faz com que movimente o futebol, melhorando em si a eficiência do futebol.

Isso envolve a questão da parceria Arena/clubes?
Sim. Somos parceiros e por isso que a gente quer que o ABC e o América estejam bem para que todo nós possamos seguir um caminho de sucesso também e de negócios.

Isso significa mais investimento ainda nessa parceria?
Já investimos alto e estamos dando prosseguimento a esses investimentos. São investimentos normais e que a gente quer que o futebol cresça.

Diante disso você diria que a Arena é a nova casa do futebol potiguar?
Seria mais a nova casa de América e ABC, porque são vários times no Rio Grande do Norte. Então, do ABC e do América, onde pelo menos parte dos jogos são aqui eles vão ser bem recebidos com qualidade para os grandes jogos, para as grandes partidas que eles terão realmente com uma qualidade melhor.

E com relação ao planejamento de gestão da Arena?
Nós temos vários projetos para serem desenvolvidos. O que acontece aqui é que até a Copa a gente não pode desenvolver como áreas comerciais, áreas dos assentos temporários, modificação de algumas áreas que a FIFA pede para ser dessa maneira. Então só após 2014 a gente faz a parte comercial. Mas, antes disso nós temos agenda de feiras, nós vamos ter feiras aqui, shows na praça externa, locação de área para empresas. Muitas empresas já locaram a área daqui, ou para fazer convenções, ou para ativação de marcas, reuniões que elas fazem. Porquê elas estão querendo fazer aqui? Porque é central a Arena, tem transporte público, enfim todo transporte, seja de carro, seja da comunidade/coletivo. Então a gente está num lugar central, tem estacionamento, tem acessibilidade, tem toda uma infraestrutura nova de qualidade e uma segurança maior.

Esse tipo de ação é o que está se chamando tropicalização das arenas? Ou seja, adaptar para a realidade do País esse tipo de equipamento?
É sim. Na realidade esses eventos que já vão acontecer até a Copa do Mundo já estamos “tropicalizando”. Já são shows nacionais, locais que a gente vai fazer na praça, essa locação de área, enfim, a gente está resolvendo com a necessidade do Rio Grande do Norte, a necessidade de Natal.

Em relação aos equipamentos instalados, o que esperar?
Pode esperar conforto e segurança, que seriam os itens que o público maior vai ter ao chegar na Arena e a qualidade de você chegar e assistir ao seu jogo, do seu time de perto, com o campo bem próximo, quase que interagindo com o jogo.

E a Copa? O que você espera do Mundial no Brasil?
Na Copa o Brasil não vai jogar aqui, mas eu acho que as oito seleções que caíram em Natal vai ajudar muito o turismo. Você tem o México que é uma que atrai muito público, você tem os Estados Unidos, que também atrai muito público e Japão. Então são países além dos demais que atraem muito público e tem poder aquisitivo e que quem vem tem aquele fala bem e retorna.

Neste dia 26, data da entrega do estádio ao público com a realização dos jogos, o que você gostaria de ouvir do torcedor?
Gostaria de ouvir que valeu a pena assistir a um jogo aqui, que valeu à pena esperar esses dois anos de construção para ter o prazer e a qualidade de assistir a um time de qualidade na cidade de Natal que ele merece.

Tem algum recado final para o público da Arena?
Queria só convocar o pessoal para vir conhecer a Arena. Dizer que a gente está esperando de braços abertos. Estamos fazendo o melhor de nós aqui para atender o melhor possível com segurança e qualidade. Venham conhecer aqui que isso tudo é pra você.

Números da Arena
à
Comprimento: 271 m -  Largura: 248 m
à Altura: Da praça de acesso até o topo da cobertura: 47,11m - Do gramado até o topo da cobertura: 50,50m (ponto mais alto da cobertura).
à Área construída: 77.783,50 m²
à Distâncias: entre linha do campo (lateral/fundo) e arquibancadas: Atrás do gol: 15m - Nas laterais: 14,80m.
à Dimensões do terreno onde a arena está inserida: Área 114.063 m²
à Capacidade de público: Junho de 2014: 42.000 | Depois 31.375
à Acessos: 19 entradas, sendo 3 PNE (Portadores de necessidades especiais) e elevadores para o público.
à Concreto Utilizado: 19.776m3
à Quantidade de Cimento: 7.910.400 Kg
à Quantidade de aço utilizado: 1.584 toneladas
à Consumo diário de cimento: 100 toneladas
à Exploração da Arena: 20 anos – 03 de construção e 17 de operação
à Quatro reservatórios de água -
a) Reservatório de Águas Pluviais: 846m3
b) Reservatório de Água Potável: 738,48m3
c) Reservatório de Água Tratada: 501,67m3
d) Reservatório de Água Irrigação: 180m3

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Comentários

  • gilvanmelo1005

    Isso ai é para calar os pessimistas , pois eram muitos eu sempre acreditei nesse projeto. Meu parabéns a todos que bravamente ergueu esse monumento , gerenciados por essa grande empresa que é OAS . Parabéns ao povo de natal e todo o Rio Grande do Norte.