Chuvas esparsas comprometem produção

Publicação: 2014-06-15 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
Para o interior do Estado, o período de chuvas já acabou. E, para muitos agricultores, as precipitações do trimestre março-maio, apesar de terem garantido a recuperação do pasto para o rebanho, pouco acrescentou à colheita.

O agricultor familiar Pedro Ernolástico de Araújo, 67, plantou 6,5 hectares de milho, feijão e sorgo na sua propriedade e na do vizinho, ambas localizadas em Acari. No entanto, ele estima que até 60% da colheita vai ser perdida por causa da falta de chuvas. “Aqui em Acari do lado do poente choveu, do lado do nascente, onde fica o açude Gargalheiras, não choveu. Se não vier mais chuva até o meio de junho, só vou conseguir 40% da colheita. Nesse ano a situação foi até melhor. No ano passado a minha despesa foi muito grande, até sorgo e xique xique secou”, conta.

Em 2013, a falta de chuvas levou o agricultor a transferir o rebanho para uma fazenda vizinha, no distrito de Salgado, em Cruzeta. Neste ano, a chuva foi suficiente para abastecer a cisterna e “levar a água no tempo” até o começo de 2015. Ele ainda tem esperança. “Se chover pelo menos uns 40 milímetros já dá para salvar”, acrescenta o agricultor.

De acordo com o presidente da Federação de Agricultura do Estado (Faern), José Vieira, a falta de homogeneidade nas chuvas compromete a cultura de sequeiro (milho, feijão, sorgo), muito presente na agricultura familiar do Estado. “Quem tem perdas imediatas é quem planta milho, feijão e sorgo, porque qualquer falha na chuva já compromete”, salienta. É por isso que, segundo o presidente, é preciso investir em soluções alternativas, como instalação de poços, estímulo às áreas passíveis de irrigação, construção de barragens submersas e a interligação das bacias hidrográficas.

“Choveu muito, recuperou o pasto, mas o lençol freático n se recuperou e não junto água nos barreiros. Eu estou muito preocupado, para não dizer apavorado”, salientou.


Deixe seu comentário!

Comentários