Chuvas serão dentro da média no RN

Publicação: 2019-02-23 00:00:00 | Comentários: 0
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Meteorologistas esperam chuvas dentro da média no Rio Grande do Norte para os meses de março, abril e maio. As previsões foram divulgadas nesta sexta-feira (22), na II Reunião para Análise Climática para o Semiárido do Nordeste Brasileiro. De acordo com a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do RN (Emparn), o Estado deve acumular médias de chuvas no trimestre de 433,6 milímetros.

Anúncio de chuvas “dentro da média” nos próximos três meses foi recebido com otimismo por setores da agricultura do Estado
Anúncio de chuvas “dentro da média” nos próximos três meses foi recebido com otimismo por setores da agricultura do Estado

O anúncio foi recebido com otimismo pelas autoridades dos setores da agricultura que se encontravam na reunião. Apesar do volume não ser suficiente para recuperar a totalidade do abastecimento nos reservatórios do Rio Grande do Norte, que se encontram com pouco mais de 20% de sua capacidade.

“Podemos esperar uma recarga parcial, que se chegar a 40% ou 50%, já seria expressiva, dada a situação em que se encontram nossas reservas hídricas. Não tem como recuperar na totalidade, com um inverno normal, as reservas de um Estado que vive uma seca que se arrasta há anos. São muitos municípios em colapso e reservatórios que necessitam de abastecimento”, explica Gilmar Bristot, chefe do departamento de meteorologia da Emparn.

As chuvas abaixo da média foram uma realidade no Rio Grande do Norte de 2012 a 2017. No ano de 2012, por exemplo, foram 378,6 mm registrados em todo o Estado ao longo do ano. Ao longo dos seis anos seguintes, a Emparn estima que o volume tenha permanecido 35,9% menor do que a média esperada. A situação só começou a mudar a partir de 2018, quando 734,6 mm de chuva registrados, 7% a menos do que os 758,3 mm previstos pela Emparn.

Assim como este ano, no entanto, as previsões de chuvas dentro da média não foram suficientes para recuperar os reservatórios do Rio Grande do Norte, oito dos quais se encontram em volume morto, enquanto outros sete estão completamente secos.

As previsões da Emparn vêm se confirmando ao longo de 2019. Este ano, 105 municípios potiguares já apresentaram acumulado de chuvas dentro ou acima do normal no mês de fevereiro, de acordo com a Empresa.

Até o dia 20 de fevereiro, a mesorregião Agreste havia aparesentado o maior volume acumulado, com 91 mm registrados pela Emparn, 83% a mais do que os 49,7 mm esperados. A média do Estado, como um todo, também superou as expectativas: o esperado era de 66,4 mm para o mês de fevereiro em todo Estado. A quantidade registada, no entanto, foi de 85,5 mm, 28,8% a mais.

Agricultura
A previsão anunciada pela Emparn nessa sexta-feira foi recebida com alívio pelo setor agrícola do Estado. Tanto o titular da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), Guilherme Saldanha, como a diretora técnica do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Silvana Fernandes, estiveram presentes no encontro de meteorologistas, e declararam estar otimistas com os dados apresentados.

“A climatologia não tem outra notação de um período de seca tão duro quanto esse que vivemos nos últimos seis, sete anos. Essa previsão é um motivo de comemorar, vamos torcer para que esse inverno melhor venha de fato, que os nossos reservatórios se recuperem mesmo que parcialmente e que o agricultor possa plantar”, afirma Guilherme Saldanha, titular da SAPE.

Atualmente, a SAPE está em processo de licitar as sementes que serão distribuídas através do programa Banco de Sementes para os agricultores potiguares. A expectativa é de que o processo seja finalizado na próxima semana para que, na primeira semana de março, os agricultores possam receber as sementes e inciar o plantio após o carnaval, afirma o secretário.

Esse ano, o Banco de Sementes vai abranger mais municípios e agricultores do que no ano anterior. São 1.614 bancos, distribuídos em 159 municípios, com 52.565 agricultores cadastrados. No ano passado, o programa abrangia 157 municípios, com 1.568 bancos de sementes.

Para a agricultura familiar, a expectativa também é positiva, relata a diretora técnica da Emater, Silvana Fernandes. “Estamos muito otimistas. Se essa previsão se concretizar, vai garantir à agricultura familiar a sua capacidade de produção e subsistência para esse ano. Nossos grandes reservatórios, ainda assim, não serão recuperados em sua carga máxima, mas os açudes locais, as barragens locais no Alto-Oeste e no Seridó já estão melhores do que estavam alguns anos atrás. Se andarmos pelo interior, já podemos ver uma melhora significativa na própria vegetação”, afirma a diretora.











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