Cia de teatro de Caicó vai integrar o Palco Giratório

Publicação: 2018-03-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Seridoense de Caicó, a Trapiá Companhia Teatral  tem agenda cheia neste ano. Único representante potiguar selecionado no projeto Palco Giratório 2018, do SESC, o grupo vai percorrer as cinco regiões do país com uma série de 25 apresentações do espetáculo “P's” (2014). O início da caminhada é só em abril, mas para já ir esquentando, a trupe fará uma apresentação comemorativa no dia 27 de março, em Caicó, no Centro Cultural Adjuto Dias – reaberto para o público há poucos meses.

Espetáculo Ps, da Cia Trapiá, aborda um caso real de parricídio ocorrido no sertão, no século XIX
Espetáculo ''P's'', da Cia Trapiá, aborda um caso real de parricídio ocorrido no sertão, no século XIX

Esta é a primeira a primeira vez que a Trapiá é escalada para o Palco Giratório –  ação de difusão e intercâmbio de artes cênicas, sendo uma das maiores iniciativas do tipo no Brasil. A companhia foi criada em 2014 e é composta por artistas das artes cênicas, música e artes visuais. Ela foi selecionada para o projeto ao lado de outras sete: O Imaginário (RO), Cia Marginal (RJ), Teatro de Concreto (DF), Quatroloscinco - Teatro do Comum (MG), Coletivo Negro (SP), Grupo Teatral Boca de Cena (SE) e Coletivo Errática (RS).

Em comum, esses oito grupos contam com espetáculos que dão voz aos que mais necessitam: encarcerados, negros, pobres, mulheres. Em suas peças, as companhias mostram as artes cênicas como lugar de resistência em meio a tantas violações de direitos e falta de conexão entre as pessoas, ainda que o mundo ofereça os mais diferentes pontos de contato.

O espetáculo da Trapiá Cia Teatral, “P's”, tem texto de Gregory Haertel e é inspirado em “Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão”, obra na qual Michel Foucault descreve e analisa um caso real de parricídio acontecido na primeira metade do século XIX. Em “P’s” a trama é levada para uma vila do sertão nordestino. É nesse ambiente que que o jovem P. assassina brutalmente alguns de seus familiares. A direção é de Lourival Andrade, com atuação de Alexandre Muniz.


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