Ciclo ameaçado

Publicação: 2016-12-18 00:00:00
Esportes de Primeira

Ciclo ameaçado

O ano de 2016, aquele que não acabará em 31 de dezembro, está perto de fazer uma nova vítima: o esporte. Apesar das negativas do governo federal, as políticas de investimento no alto rendimento através de “bolsas” como o “Bolsa Atleta” e o “Bolsa Pódio” estão sob ameaça.

É impensável que, diante da possibilidade de cortes nas mais variadas áreas, entre elas pastas consideradas essenciais para a população como saúde e educação, o governo pretenda manter intocada a pasta do esporte. Logo essa pasta, uma das que menos recebe orçamento seria poupada? Duvido muito.

Informações do Ministério dizem que no orçamento de 2017, que sequer foi avaliado ainda pelo Congresso, haverá uma ampliação de 30% na verba destinada ao esporte. No entanto, o que os gestores da pasta não explicam à população e principalmente aos atletas, é que orçamento é diferente de dinheiro na mão para gastar.

O orçamento é uma previsão de verba. É aquilo que o gestor informa que gostaria de gastar caso a arrecadação, também prevista no orçamento geral, seja atingida. Ou seja, tudo não passa de expectativa de verba.

Além disso, o orçamento está sujeito a remanejamentos. Sendo assim, a verba que está prevista em determinada área para uso, pode ser redistribuída para outro setor, desde que tenha autorização prévia. A isso se dá o nome de “descontigenciamento”.

Mas, deixando de lado o “burocratinês”, fica claro, que o ano que está por vir pode não trazer boas notícias para o esporte de alto rendimento no Brasil. Por isso, é necessário que as lideranças esportivas estejam atentas e passem a cobrar o cumprimento da legislação que assegura a destinação de verbas para o esporte, como por exemplo a Lei Agnelo Piva.

Além disso, os desportistas precisam torcer para que a economia retome o caminho do crescimento, pois mesmo com as Leis, a crise, pode resultar em duas reduções.

A primeira delas é que no caso de leis que carecem de contrapartidas em dinheiro do empresário investidor, devem sofrer reduções uma vez que moeda corrente está cada vez mais rara no Brasil.

A segunda redução envolve a questão do patrocínio direto. Segundo o Correios, um dos grandes patrocinadores do esporte brasileiro, principalmente no ciclo olímpico Londres-Rio, deverá haver uma redução em torno de 50% dos investimentos na área de marketing e patrocínios. Há informações que também a Eletrobrás seguirá o mesmo caminho, o que poderá deixar muitos atletas em condições difíceis para a preparação em relação ao ciclo Rio-Tóquio.

É de opinião comum, entre atletas e treinadores que, a continuar o investimento atual no esporte, o resultado de Tóquio deverá superar a boa marca do Rio de Janeiro. Segundo os especialistas, os resultados obtidos na capital carioca no que diz respeito ao número de pódios e a chegada em finais apontam para esse caminho. No entanto, uma interrupção brusca nos investimentos poderá causar um impacto grande para os Jogos Olímpicos no Japão.

Outra definição que precisa ser tomada e cujas verbas são essenciais para garantir o pleno funcionamento, diz respeito à Rede Nacional, formada pelos Centros de Treinamentos entregues ou por concluir, do governo federal. Além da estruturação física e de equipamentos, pessoal qualificado é necessário para dar suporte aos atletas. A União terá recursos para isso? Esperamos que sim, para o bem do esporte olímpico brasileiro.

Handebol

O  handebol  Potiguar  Beneficente  (HPB) é  um  projeto social que teve início no ano passado e que tem à frente a atleta Danila Maria. “Sempre almejei  realizar,  como  sempre  fui  atleta  de  handebol  e  apaixonada  pelo  esporte, no  ano  de  2015  reuni  atletas  e  ex-atletas  da  modalidade  para jogarmos,  com  o  objetivo  de  arrecadar  alimentos  não  perecíveis  para  instituições e  confraternizar. Este ano estamos  fazendo  a  segunda  edição  do  evento,  com  o  apoio  da  Federação  Norte-rio-grandense  de  Handebol  (FNH)”, comenta. Segundo Danila, o apoio do Bom  dia  supermercado,  Tauros  suplementos  e  outros  permitiu o crescimento do evento, que este ano conta com atletas  e  ex- atletas  de  diversas escolas  de  Natal  e  interior  tais  como;  Marista, Maristela, Neves,  Salesiano, Sagrada Família, IFRN,  UFRN (atual campeã no  campeonato estadual) e times de Goianinha e Ceará Mirim. Os jogos serão realizados no Ginásio  DED  em  Candelária,  na próxima quarta-feira (21) das  18h  às 22h30.

Sócio-torcedor

A partir deste mês de dezembro, o programa de sócio-torcedor do ABC passa a funcionar utilizando uma nova plataforma de cobrança, a GerenciaNet. Segundo a assessoria de comunicação do clube, o novo sistema vem para facilitar a comunicação entre o Alvinegro e os sócios do Programa Sócio Mais Querido, seja na questão do envio de boletos, emissão de 2ª via de mensalidade, permitindo ao ABC uma melhor gestão de todo o processo. Sendo assim, a partir deste mês o torcedor já receberá o seu boleto de mensalidade do Programa Sócio Mais Querido em um novo formato.

Folga x Trabalho

ABC e América apostam em gestões diferentes de trabalho. Enquanto Geninho só chega ao Alvinegro após a passagem do ano, Felipe Surian há muito executa suas atividades no Alvirrubro. Outra “divergência” nos planos entre os rivais será a programação referente a semana de “festas”. Enquanto o elenco abecedista receberá folga de uma semana para que os atletas possam confraternizar com a família, a opção americana foi seguir trabalhando e liberar os jogadores apenas nos dias de feriado de tradicional no Natal e Ano Novo. Não há como fazer juízo de valor sobre qual a metodologia mais correta. No entanto, como a temporada deste ano foi ruim para os americanos, a cobrança influencia também no planejamento.