Cidade Alta terá apenas 90 camelôs

Publicação: 2013-09-12 00:00:00
Vinícius Menna - Repórter

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) começou a fazer nesta semana as obras para o reordenamento do comércio informal da Cidade Alta. Em levantamento realizado no primeiro semestre, a Semsur contabilizou que cerca de 170 vendedores trabalhando na região. Contudo, o número de vagas previstas no projeto inicial, divulgado há cerca de três meses, que já era insuficiente, caiu de 117 para 90.
Semsur anunciou que pretende concluir reordenamento das ruas do Centro até o mês de outubro

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Em relação às vagas fixas, esse número caiu de 70 para 67. Além disso, o número de vagas para ambulantes rotativos, que no início era de 47, passou para 23. Quem ganha o sustento na região tem se mostrado apreensivo com os rumos do reordenamento. Exemplo disso é o ambulante Miro Afonso Santos, de 25 anos. Ele vende açaí nos arredores da Rua João Pessoa e diz não ter recebido qualquer informação sobre o que será feito deles. “Está tudo no mistério. Ninguém aqui sabe se vai ter lugar. O ruim é porque com certeza não vai ter vaga para todo mundo”, disse.

Maria de Fátima Bento, de 56 anos, vende churrasquinho na esquina da Rua João Pessoa com a Avenida Rio Branco. Ela diz estar apreensiva, já que há uma proibição para o trabalho com fogo. “Eu não sei como a gente vai ficar. Eu até posso passar a vender outra coisa, mas preciso ficar aqui. Ficar sem trabalhar é que não pode”, explicou.

Além da João Pessoa, que terá espaço para abrigar 55 bancas, a Avenida Princesa Isabel também receberá intervenções. Neste local, serão mais oito vagas para bancas. A Rua Vaz Gondim terá outras quatro vagas, totalizando 67 espaços para bancas. Somam-se a esses vendedores outros 23 ambulantes que receberão licença para trabalhar no local.

De acordo com a secretária adjunta de Serviços Urbanos, Fátima Lima, os serviços nas calçadas da João Pessoa, que hoje interrompem o trânsito no trecho entre as avenidas Rio Branco e Princesa Isabel, serão concluídos no dia 20 deste mês. “Após isso, vamos organizar o material que será entregue, o que deve acontecer no máximo até 15 de outubro”, explicou Fátima Lima. Serão distribuidos aos cadastrados colete, folder com direitos, obrigações e limites dos comerciantes, além de crachá.

Segundo ela, não foi possível abrigar mais do que 90 comerciantes informais no espaço disponível. Com isso, alguns dos vendedores ambulantes teriam se mudado para o interior, para outros pontos da cidade ou mesmo teriam voltado para suas terras de origem, já que alguns seriam de outros estados vizinhos.

Segundo o vendedor de açaí Miro Santos, “a cada dia que passa tem mais gente chegando”, inclusive de estados como Paraíba e Pernambuco. A expectativa da Semsur é que o comércio reordenado entre em funcionamento a partir do fim de outubro, momento em que a fiscalização ostensiva se fará presente. “Quem tem a licença vai ter colete e crachá, os espaços vão ser numerados, então vai ser mais fácil para os fiscais. Eles vão orientar os comerciantes”, explicou Fátima Lima.



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