Cidades não têm estrutura para limpar praias

Publicação: 2019-10-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Os 11 municípios do Rio Grande do Norte com registro das manchas de petróleo, distribuídas em 43 pontos, não têm estrutura para realizar a limpeza adequada do material, avalia o procurador da República, Victor Mariz. Um relatório do Ibama, datado de 6 de outubro, indica que apenas Nísia Floresta e Parnamirim estão com equipes realizando a limpeza.

Segundo o procurador, a maior parte das cidades não tem pessoas capacitadas e equipamentos (proteção pessoal e bombas de sucção, por exemplo) para retirar o material. Essa avaliação também foi feita pelo Idema, que desde a semana passada auxilia os municípios. Ainda nesta semana, o órgão vai se reunir com as prefeituras e com a Defesa Civil do Estado para determinar ações e discutir se vai ser decretado estado de emergência.

Mariz considera que o auxílio do Governo Federal é necessário para essas cidades conseguirem limpar as áreas. “É necessário que se tenha um treinamento. Você está tratando com um material muito tóxico. Você não pode sem o mínimo de tratamento lidar com isso. Está faltando material e pessoas”, afirmou.

Além do treinamento, ele acredita que o uso das Forças Armadas na limpeza também é importante. “Isso é necessário para criar uma Força Tarefa para esses locais. Quem está sofrendo as consequências mais gravosas é o Brasil, são as pessoas do Nordeste, a fauna e a flora”, continuou.

No início de setembro, o Ibama chegou a divulgar que a Petrobras iria disponibilizar equipe para o auxílio da limpeza. Em nota, a estatal afirmou que realiza o trabalho nas praias indicadas pelo Ibama, mas não respondeu quais pontos do Rio Grande do Norte estavam com equipe.

 Para Mariz, a atuação dessas equipes também está sendo pequena. “O auxílio da Petrobras está sendo insuficiente. Nas primeiras semanas, eles atuaram, mas a equipe era muito pequena, bem aquém do que o Ibama estipulou como necessário”.





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