Cinco empresas têm interesse nos Correios, afirma ministro das Comunicações Fábio faria

Publicação: 2020-09-18 00:00:00
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que há cinco empresas interessadas na privatização dos Correios. Segundo ele, a varejista Magazine Luiza, a gigante americana do e-commerce Amazon e as empresas de logística estrangeiras DHL e FedEx estão interessadas na compra da estatal. Embora tenha dito cinco interessadas, o ministro citou nominalmente apenas quatro empresas. "Nós iremos privatizar os Correios. Está na ordem do dia", disse o ministro em uma transmissão realizada pelo site de investimentos Traders Club.

Créditos: DivulgaçãoFábio Faria disse que governo deve encaminhar ao Congresso o projeto para privatizar CorreiosFábio Faria disse que governo deve encaminhar ao Congresso o projeto para privatizar Correios

Faria disse o governo deve encaminhar ao Congresso Nacional o projeto para acabar com o monopólio dos Correios nos serviços postais. De acordo com ele, os parâmetros da privatização serão debatidos pelos parlamentares, incluindo a composição acionária da empresa com a privatização e as obrigações na oferta dos serviços postais. com base nos estudos de consultoria contratada pelo BNDES. 

"Já tem cinco players interessados. A Magalu é um deles. O Amazon, a DHL, Fedex... já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios. E isso aí é importante. Nós não teremos um processo de privatização vazio", afirmou o ministro em entrevista a Rafael Ferri, do canal Café com Ferri. "Tem empresas interessadas em ocupar esse espaço e elas sabem que têm o bônus e o ônus", disse, ressaltando que a estatal é uma "empresa saudável" com 98 mil funcionários.

Os Correios estão na lista de estatais a serem privatizadas. Segundo o ministro, há alguns motivos para a privatização: corrupção, interferências políticas na gestão da empresa, ineficiência, greves constantes e perda de mercado para empresas privadas na entrega de mercadorias vendidas pela internet.

O ministro também criticou a greve dos Correios e afirmou que, sendo um serviço "universal e essencial", a estatal não deveria parar. "Se a empresa fosse privada, não tinha esse problema. Não é com greve que você consegue aumento". Os funcionários dos Correios paralisaram as atividades em protesto contra a privatização e pela manutenção de benefícios trabalhistas. "Estamos vivendo num momento em que todos precisam dar o seu melhor, não pode paralisar um serviço que entrega em todo lugar, inclusive equipamentos equipamentos de higienização que ajudam no combate ao covid-19".

Na entrevista, ele também disse ter pedido celeridade ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na avaliação sobre a venda de ativos da Oi.

Bolsonaro descarta privatizar BB, Caixa e Casa da Moeda
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda não serão privatizados em seu governo. Durante sua tradicional live semanal, ele afirmou que não está "segurando privatizações" e que qualquer processo é "demorado".
"Não justifica a mídia falar que estou segurando, que o governo está segurando as privatizações. Tem muita coisa que dá prejuízo, você tem que privatizar. Até se entregar de graça é vantajoso se está dando prejuízo. Também nós entendemos que tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí, esse é o nosso pensamento", afirmou.

O presidente disse que não interferiu ao retirar a Casa da Moeda do plano de privatizações do governo, que apenas exerceu um direito seu. Segundo ele, as funções da estatal, como a fabricação de passaportes e de papel moeda, são de "segurança nacional".

"O pessoal fala em interferir. Exerci um direito meu, não é interferência, é um direito meu. Afinal de contas, se eu nomeio os ministros, no caso o Paulo Guedes dá posse aos presidentes de bancos estatais. A Casa da Moeda eu achei que não era o caso, tendo em vista informações que eu tive de outros países que a privatizaram e depois voltaram atrás", disse.










Leia também: