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Política
Ciro Gomes acusa Defesa e vira alvo de notícia-crime
Publicado: 00:01:00 - 25/06/2022 Atualizado: 23:54:53 - 24/06/2022
O Ministério da Defesa e as Forças Armadas apresentaram notícia-contra o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) por críticas feitas à atuação dos militares na Amazônia. Em entrevista à rádio CBN, na terça-feira passada, o presidenciável afirmou que Exército, Marinha e Aeronáutica são coniventes com o crime organizado na região e responsabilizou o governo Jair Bolsonaro.

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Ciro Gomes disse ter sido "surpreendido" pela nota da Defesa

Ciro Gomes disse ter sido "surpreendido" pela nota da Defesa


Ao comentar os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, Ciro definiu a região amazônica como uma "holding do crime". Segundo o pedetista, o presidente "destruiu" a capacidade operacional dos militares, assim como fez com instituições como a Fundação Nacional do Índio (Funai). Disse, também, que "o narcotráfico é claramente protegido por autoridades brasileiras, inclusive as Forças Armadas".

Em nota, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas disseram repudiar o que chamaram de "irresponsáveis declarações". "Tais acusações levianas afetam gravemente a reputação e a dignidade dessas respeitadas instituições, cuja honra, valores e tradições se confundem com a própria identidade do povo brasileiro", afirma o comunicado, assinado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e pelos comandantes das três Forças.

Enviada à Procuradoria-Geral da República, a notícia-crime pede que sejam apurados os crimes de "incitar animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade" e de "propalar fatos capazes de ofender a dignidade das Forças Armadas".

Ontem, Ciro Gomes disse ter sido "surpreendido" pela nota. "Em nenhum momento disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de Estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa. Afirmei, e reafirmo, que, frente à desenvoltura com que um tipo de Estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão.

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