Claudio Alvarez, da Cabo Telecom: "Ser local também é fundamental"

Publicação: 2019-12-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Ricardo Araújo
Editor de Economia

Com a perspectiva de encerrar o ano de 2019 com crescimento de 10% em relação a 2018, a Cabo Telecom celebra conquistas. A empresa foi, por mais um ano, a mais lembrada entre os consumidores potiguares na Pesquisa Top of Mind, projeto da TRIBUNA DO NORTE em parceria com o Instituto Consult Pesquisa com 42,7% das menções.

Cláudio Alvarez

O reconhecimento da clientela faz com que a Cabo Telecom, segundo o diretor-presiente Claudio Alvarez, busque melhorar a relação custo-benefício/empresa-cliente todos os dias. Com uma carteira com 130 mil contratos na atualidade, entre clientes potiguares, cearenses e paraibanos, a empresa visa ampliar a prestação de serviços no ano vindouro.

“Nossa estratégia de atuação é oferecer o nosso serviço em áreas descobertas ou que estejam sendo atendidas por um serviço precário”, explica Claudio Alvarez. Ao longo da entrevista a seguir, o porta-voz da Cabo Telecom analisa não somente o posicionamento da empresa no Estado, mas também o atual cenário econômico nacional e as perspectivas para 2020. Acompanhe.

Como a Cabo Telecom encerrará o ano de 2019, qual o percentual de crescimento em relação a 2018 e qual a perspectiva para 2020?
Nós temos um crescimento no número de assinantes entre 8% e 10% em relação ao que tínhamos no final de 2018. Hoje estamos atendendo 130 mil clientes em Natal e João Pessoa. Neste ano, investimos cerca de R$ 38 milhões em cabeamentos novos e em equipamentos, e calculamos que no 2020 será aproximadamente R$ 43 milhões. A ideia é continuarmos com a expansão da nossa rede de fibra. Já temos 300 quilômetros, aproximadamente, e iremos seguir instalando essa nova rede sobre a rede HFC, que funciona há 19 anos e pode seguir por muito mais tempo. A perspectiva para 2020 é colocarmos de 200 a 300 quilêometros de rede de fibra na rua. Calculamos outro aumento de clientes no patamar próximo a este ano.

Em um cenário de ampliação da concorrência entre as empresas do segmento no qual a Cabo Telecom está inserida, o que a diferencia das demais?
Somos uma empresa local e, quando começamos, em 2000, enfrentamos uma forte concorrência tanto de empresas nacionais como a Sky, e locais como a JET. Essa última, durante muito tempo foi nossa principal concorrente local. Depois, chegaram as grandes operadoras NET (hoje Claro) e GVT (hoje Vivo). Mas o nosso diferencial sempre foi o atendimento, a prestação de serviço, o fato de sermos locais e contarmos com lojas físicas, sempre buscando atender o mais rápido possível. Todas as empresas do nosso segmento vendem a mesma coisa, então, quem resolve mais rápido o problema do cliente é quem sai na frente. A prestação do serviço e a qualidade do atendimento é, sem dúvida, o nosso diferencial e é o que nós queremos manter o melhor possível. Ser local também é fundamental para entender o perfil do cliente de Natal e suprir suas necessidades.

Como se dá o processo de fidelização da clientela da empresa? Qual a carteira atual da empresa e em quais segmentos se concentram o maior número de clientes?
Temos 130 mil clientes no total. A maioria tem internet. Desses, cerca de 36 mil tem telefonia e 40 mil tem TV. A internet, já faz alguns anos, virou o carro chefe da empresa que inicialmente oferecia apenas TV. A fidelização acontece basicamente graças à prestação do serviço, com atendimento eficiente, na busca por executar o melhor serviço na casa do cliente e quando ele tem problemas, resolver o mais rápido possível. Esse sempre foi o nosso diferencial e é no que apostamos como uma empresa local que concorre com grandes marcas nacionais.

A empresa pretende ampliar a oferta de produtos para outros Estados da região Nordeste, além da Paraíba? Como está esse processo?
Nós fazemos parte do grupo ACON que está presente também na capital do Ceará, Fortaleza, com uma empresa que tem outro nome: Multiplay. Não temos previsão, neste momento, de fazer outro empreendimento dentro de Nordeste. Salvo alguma aquisição que esteja sendo negociada pelo grupo com algumas empresas. Mas não é como Cabo Telecom, porque a gente trabalha muito no regionalismo. A Cabo é importante para Natal, e a Multiplay para Fortaleza. Não é política do grupo colocar um nome único, então, se vamos fazer algum outro tipo de investimento no Nordeste, com certeza não será com o nome Cabo. A Cabo Telecom atua em Natal e em João Pessoa como filial nossa, porque achamos que a vizinhança das duas cidades permite isso.

Existem áreas em Natal, por exemplo, que ainda não são cobertas pelos serviços da Cabo Telecom, como alguns bairros da zona Oeste, por exemplo. Há planos para cobertura integral da cidade, quando e quanto deverá ser investido nisso?
Nossa estratégia de atuação é oferecer o nosso serviço em áreas descobertas ou que estejam sendo atendidas por um serviço precário. Então, não temos intenção de chegarmos em regiões que contem com o bom atendimento de alguma outra empresa do nosso segmento. Decidimos, por exemplo, estender nossa atuação para as praias do litoral Sul: Pirangi, Pium e Cotovelo, porque sabíamos que naquela área havia um bom potencial para nós. Dessa forma, não pretendemos atuar em toda a cobertura da capital. Atualmente estamos presentes em boa parte da capital, Nova Parnamirim, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante com possiblidade de nos estendermos para outras cidades da Grande Natal. Não temos como meta a cobertura de 100% da cidade, somente nas áreas em que acreditamos ter um bom potencial de vendas e que precisem de um serviço de qualidade.

Há a possibilidade de barateamento do acesso à internet, à telefonia e à TV paga no Brasil? Do que isso depende?
Acho que internet não tem muito espaço para baratear, me parece que a relação custo-benefício hoje está equilibrada. Em 2001, vendíamos 64kbps e hoje vendemos 150Mg por um valor muito parecido. Então, esse custo está dentro do orçamento do cliente. Ele entende que R$ 70, R$ 80, R$ 90 são cifras justas para o serviço de internet contratado. A tendência é manter esses preços e seguirmos melhorando o serviço e a velocidade. É o mesmo caso da telefonia móvel, que oferece um valor único incluindo ligações nacionais e locais. Esse é outro serviço que não tem muito como baixar mais, porque já é um custo relativamente baixo pela assinatura. No caso da TV, eu acho que sim, deveria baixar, já que ninguém mais quer pagar R$ 200 por 200 canais. Antes, o cliente pagava isso porque não tinha outra opção, hoje tem várias opções. Então, a TV por assinatura deve ser repensada.

Quais são as perspectivas da empresa em relação ao cenário econômico nacional em 2020?
Esperamos, como o todo o Brasil, que esta crise comece a passar e a economia do país possa decolar. Nós já atravessamos vários altos e baixos durante todo esse tempo, mas felizmente nunca perdemos muitos clientes, nem faturamento. Mas a gente sente um importante baque quando, por exemplo, o pagamento do Estado atrasa ou com o fechamento de empresas e de postos de trabalho. Sem dúvida que, quando o cenário global melhora, impacta positivamente para todo mundo, inclusive para nós, pois vai ter mais gente que vai poder pagar pelo serviço, ou seja: vamos ter mais clientes. Não temos muito o que fazer para melhorar essa situação. Torcemos para que possamos sair da crise e ter mais opções de trabalho e mais opções de investimento para todos.




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