Natal
Colapso de água já atinge 21 cidades
Publicado: 00:00:00 - 09/10/2016 Atualizado: 13:55:39 - 08/10/2016
O Rio Grande do Norte  é o estado brasileiro com mais municípios em estado de emergência pela seca (92%) - o que garante o acesso a recursos públicos com dispensa de licitação. É o que mostra levantamento divulgado essa semana pelo portal  G1 nacional, sobre a situação nos em 1.083 municípios do país, além do Distrito Federal, com decreto de emergência. A situação de colapso no abastecimento de água já atinge 21 cidades em todo o Estado.
Para abastecer a bacia Piranhas-Açu, será liberada a vazão do reservatório Mãe D’água, na Paraíba
Para manter o abastecimento da Bacia Piranhas-Açu, será liberada a vazão do reservatório Mãe D’água, na Paraíba. A decisão foi tomada esta semana, em reunião do comitê da Bacia Piranhas-Açu/Mãe D’água. As águas levam em média 22 dias para chegar ao Estado. O reservatório passou a ser a opção para o RN depois que o reservatório de Curema, também no estado vizinho, entrou em volume morto.

Expectativa
O secretário de recursos Hídricos do Estado, Mairton de França, conta que na reunião ficou acordado entre os membros do Comitê  de segurança Hídrica que a Caern fará obras de ajustes dessa vazão, com um caminho de água que passa pelos rios Aguiar (PB), Piranhas e Mossoró. “Mesmo sendo no estado vizinho, devido a urgência, a Caern se encarregará da obra”, afirma o secretário.

A expectativa, explica França, é de que as águas do  Mãe D’água  atendam a bacia do Piranhas até fevereiro de 2017. “A partir daí a adutora emergencial Jucurutu/Serra de Santana/Caicó,  que será construída pelo DNOCS, vai abastecer de forma permanente estas localidades”, afirma.

A adutora emergencial irá atender também os municípios de Caicó, São Fernando, Timbaúba dos Batistas e Jardim de Piranhas, na região Seridó, que estão passando por alterações no sistema de abastecimento de água por causa da situação de seca que atinge o Estado.  Todos esses municípios são atendidos normalmente pela Adutora Manoel Torres, que capta água no Rio Piranhas e foi paralisada em setembro. Por ora, cada cidade conta com um sistema alternativo para abastecimento em rodízio.

“Para o caso de as obras se prolongarem mais, perfuramos 30 poços na zona urbana de caicó, parara injetar na rede de abastecimento. Para outras cidades temos a opção de abastecimento por carros pipas”, pontua Mairton França.

A Semarh é responsável pelo planejamento e gestão  hídrica da adutora emergencial. Como será construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, França não soube informar sobre o início das obras. “A última informação que temos é que o DNOCS deverá abrir esta semana o processo de dispensa de licitação para contratação de duas empresas  para agilizar a construção da adutora”, conta.

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