Com déficit milionário e sob direção fiscal da ANS, Cassi garante que há superávit em 2019

Publicação: 2019-07-25 11:25:00 | Comentários: 0
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A CASSI reuniu as entidades representativas dos associados para apresentar os últimos resultados da Instituição, as ações que estão sendo adotadas para melhoria do fluxo de caixa e informar sobre o processo de direção fiscal instaurado na segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A intervenção na caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil se deve ao descumprimento de indicadores econômico-financeiros acompanhados pela ANS. No entanto, a atual gestão da Cassi afirma que, neste ano, há superávit.
Moedas
De acordo com dados da ANS, a Cassi de R$ 159,4 milhões, R$ 206,2 milhões e R$ 377,7 milhões em 2016, 2017 e 2018, respectivamente. Além disso, a ANS informou que a Cassi estava com patrimônio social ajustado negativo de R$ 109 milhões, além de apresentar insuficiência de margem de solvência de R$ 810 milhões, em dezembro de 2018. Contudo, a Cassi garante que a situação mudou.

O presidente, Dênis Corrêa, apresentou a prévia do primeiro semestre da Cassi, que aponta superávit de R$ 82 milhões. Segundo a caixa, o valor representa um ganho de eficiência de R$ 388 milhões, se considerar que a projeção atuarial para o período era de déficit de 306 milhões (estudo da consultoria Salutis). Também mostra uma evolução na comparação com o primeiro semestre do ano passado, quando houve déficit de R$ 385,9 milhões.

Segundo o presidente, essa melhora reflete as ações voltadas à redução das despesas assistenciais que vem sendo tomadas, especialmente negociação com prestadores, e consequente reflexo nas provisões para eventos ocorridos e não avisados (PEONA). Mantida essa tendência, de acordo com a Cassi, será possível mitigar o déficit de R$ 813 milhões projetado para 2019.

No entanto, a Cassi explica que, em dezembro de 2019, chegam ao fim a contribuição temporária e extraordinária dos associados e o ressarcimento temporário e extraordinário do Banco do Brasil, que somam cerca de R$ 550 milhões. Isso, de acordo com a caixa, tende a agravar a situação econômico-financeira da Cassi a partir de janeiro de 2020.

No encontro com as entidades representativas, Dênis Corrêa adiantou outras medidas previstas para os próximos meses relacionadas à reorganização do modelo assistencial, deu informações e esclareceu dúvidas sobre a direção fiscal. Explicou que a diretora fiscal já iniciou os trabalhos na Cassi e dentro de 15 dias deverá fazer o primeiro reporte ao órgão regulador.

Participaram do encontro representantes da Confederação Nacional das Empresas de Crédito (Contec), da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf), da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB) e da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB).

Esta foi a primeira de uma série de apresentações que serão feitas nas capitais com maior concentração de associados. Estão previstas apresentações em Brasília (5/8), Belo Horizonte (6/8), Salvador (7/8), São Paulo (8/8), Rio de Janeiro (9/8), Porto Alegre (12/8) e Curitiba (13/8), não havendo previsão para apresentação de dados no Rio Grande do Norte.


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