Natal
Com força-tarefa, criminalidade reduz
Publicado: 00:00:00 - 05/01/2018 Atualizado: 00:47:10 - 05/01/2018
O general de Brigada Ridauto Lúcio Fernandes, comandante da Força-tarefa “Guararapes", responsável pela operação federal Potiguar III e pelo controle operacional dos órgãos de Segurança do Estado, desde 29 de dezembro passado, acredita que a sensação de segurança da população está bem melhor do que antes das forças armadas desembarcarem no Estado. Mais do que isso, para o militar, a estabilidade já foi estabelecida desde o início da Operação Potiguar III (como também é chamada a força-tarefa).

Magnus Nascimento
A força-tarefa federal tem apoio aéreo de dois helicópteros

A força-tarefa federal tem apoio aéreo de dois helicópteros


A força-tarefa federal tem apoio aéreo de dois helicópteros

“Olhando os indicadores podemos dizer que estamos com a situação de segurança restabelecida", afirmou o general em coletiva de imprensa ocorrida na tarde de ontem (4), na 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, unidade localizada no bairro Tirol, em Natal. “Dá para dizer que a sensação de segurança da população potiguar mudou e melhorou”, complementou o militar.

Segundo Ridauto Fernandes, os números mostram a redução dos índices criminais na capital e região metropolitana. As estatísticas indicam a redução de roubos, quando comparados os cinco dias antes da força-tarefa com os cinco dias de operação até aqui: 41% na Grande Natal inteira. Sobre esse tipo de crime, o comandante Fernandes afirma que nas últimas 24h contadas até a tarde de ontem, a força-tarefa havia registrado 38 roubos, sendo 25 somente de veículos. Tem sido o tipo de crime mais comum durante os dias de patrulhamento dos militares, admitiu o general do Exército.

Nos mesmos períodos analisados, o comando diz que os homicídios caíram 30%. Como exemplo de que as tropas federais conseguiram reduzir a ação da criminalidade, o general Fernandes afirmou que, somente nas primeiras 24h de operação foram 17 homicídios na Grande Natal, enquanto que de meia noite de anteontem à meia noite de ontem foram dois.

Magnus Nascimento
Patrulhamento das Forças Armadas, com abordagem de veículos

Patrulhamento das Forças Armadas, com abordagem de veículos


Patrulhamento das Forças Armadas, com abordagem de veículos

A Operação Potiguar III, que conta com a participação de 2,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica que integram  comandos no Rio Grande do Norte e em outros estados nordestinos, dura oficialmente até o próximo dia 12 de janeiro, podendo ser prorrogada se o Ministério da Defesa assim autorizar. Contudo, na coletiva de imprensa, o general Ridauto Fernandes disse não haver indicação de que isso ocorra, por enquanto. “Estamos trabalhando no sentido de que não haja a necessidade de prorrogação da missão. Essa é uma hipótese que trabalhamos e é bem realista”, adiantou o general Ridauto Fernandes.

Centro operacional
Antes da coletiva de imprensa, os jornalistas visitaram o chamado Centro de Operações Interagência, uma espécie de centro de comando existente no interior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, onde é concentrada a coordenação da Operação Potiguar III. É da sala com representantes de todos os órgãos integrados na força-tarefa, como Exército, Marinha, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros, que partem as ações vistas pela população nas ruas de Natal e região metropolitana.

Há monitores onde os operadores monitoram as ocorrências registradas no Ciosp, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, e também o chamado Sistema “Pacificador”, das Forças Armadas. As forças de segurança possuem o apoio aéreo de dois helicópteros, tendo um deles equipamento de captação de imagens aéreas, até mesmo noturnas.

Segundo o comando operacional, um dos sucessos da força-tarefa foi ter aumentado a quantidade de ocorrências registradas no Ciosp atendidas. Houve um salto de 4% para até 50% o número de ocorrências atendidas pelas equipes nas ruas.

Essa é a primeira operação interagências (ou seja, entre diversos órgãos de segurança pública) coordenada diretamente pelo Ministério da Defesa na história da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Esta é uma política implantada pelo governo federal que, basicamente, concede às Forças Armadas o poder de polícia, principalmente, quando há o esgotamento das forças de segurança pública estadual em situações de crise. Essa é a terceira vez que a medida é adotada no Rio Grande do Norte desde o início da gestão Robinson Faria.


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