Com isolamento, varejo deixou de faturar R$ 160 milhões no Estado

Publicação: 2020-06-06 00:00:00
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C om o isolamento social e a abertura autorizada por decretos apenas de estabelecimentos considerados essenciais, 46 mil empresas do comércio varejista deixaram de faturar perto de R$ 160 milhões. A informação é do presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz. Segundo a entidade, dos 51 mil empregos com carteira assinada que essas empresas geravam, 6 mil deixaram de existir. Isso equivale a mais de 65% do total de demissões no Estado ao longo da pandemia.

Segundo o dirigente, outros 83 mil empregos foram impactados pela MP nº 936/2020 (que permite a redução de salários e a suspensão de contratos de trabalho durante a pandemia). Isto equivale a 16% do total de empregos formais (586 mil profissionais) gerados pelo setor privado no Rio Grande do Norte. 

Créditos: Adriano AbreuCom maioria das lojas fechadas em todo o Brasil por causa dos decretos estaduais de isolamento social, arrecadação do comércio ruiuCom maioria das lojas fechadas em todo o Brasil por causa dos decretos estaduais de isolamento social, arrecadação do comércio ruiu

"Precisamos estar preparados para a retomada das atividades, assim que for possível. Precisamos nos sentir e ser produtivos. Na reabertura das lojas, vamos seguir com rigor as orientações das autoridades para garantir a saúde e o bem-estar de funcionários e clientes”, declarou o presidente Marcelo Queiroz em live, no dia 3 de junho, no Instagram da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Queiroz disse que a Fecomércio sempre se manteve à frente de iniciativas em defesa do setor. “Desde o primeiro momento, criamos um canal permanente de diálogo, sempre produtivo, com o Governo do Estado e prefeituras. Nessas conversas, apresentamos uma série de pleitos, cujo atendimento imediato foi muito importante.”

O presidente da Federação revelou que está sendo feito um trabalho intenso nas empresas para prepará-las para a retomada das atividades. Na opinião de Marcelo Queiroz, no período pós-pandemia, “o mundo não será mais o mesmo”. Para ele, o momento é de aprendizado, de absorver informações para um novo mundo dos negócios.

“Temos que estar cada vez mais atentos às novas tecnologias e preparados para utilizar ferramentas de venda online. Muitos consumidores que recorreram ao e-commerce durante a pandemia vão permanecer com essa forma de compras”, alertou.





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