Com terceiro reajuste nas refinarias, gás de cozinha deve ir a R$ 97 no RN, diz Singás

Publicação: 2021-03-02 00:00:00
No terceiro reajuste do ano, a Petrobras aumentou o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em R$ 0,15 por quilo. O preço para as distribuidoras será de R$ 3,05 por quilo, o equivalente a um impacto de R$ 1,90 no botijão de 13kg do gás de cozinha, que passará a custar R$ 39,69 nas refinarias. O percentual de aumento nas refinarias, a partir desta terça-feira (2), será de 5,2%, conforme anunciado pela Petrobras, nessa segunda-feira (1). A medida da estatal vai gerar um reflexo no preço final cobrado ao consumidor comum. No Rio Grande do Norte, o preço do botijão de gás de 13kg poderá chegar a R$ 97, informou o Sindicato dos Revendedores autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN). O aumento no valor deverá ser praticado nos próximos dias, segundo a entidade.

Créditos: Adriano AbreuGás de cozinha nas refinarias teve o terceiro reajuste do ano. Preço final deve subir em mais de R$ 7 Gás de cozinha nas refinarias teve o terceiro reajuste do ano. Preço final deve subir em mais de R$ 7

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De acordo com o sindicato, o preço do botijão de gás deverá subir entre R$ 5 e R$ 6 no Rio Grande do Norte. Com isso, o preço do produto deverá variar entre R$ 92 e R$ 97. Na semana de 21 a 27 de fevereiro, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13kg era de R$ 83,27 em Natal, nos 22 pontos de revenda pesquisados, e de R$ 87,17 em Parnamirim, que teve 12 pontos na pesquisa. Na capital, o preço mínimo do produto era R$ 75 e o máximo R$ 90. Em Parnamirim, a variação ia de R$ 83 a R$ 90.

A Petrobras confirmou ainda aumentos nos preços do  diesel e da gasolina. A partir desta terça-feira, a gasolina ficará 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível será vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro. O óleo diesel aumenta 5%: R$ 0,13 por litro. Com o reajuste, o preço para as distribuidoras passará a ser de R$ 2,71 por litro. O preço do diesel, desde janeiro, acumula alta de 33,9%; a gasolina, de 41,6% e o GLP, de 17,1%.

Pesquisa da ANP para a semana de 21 a 27/02 mostra que o preço médio da gasolina, em Natal era de R$ 5,562, nos 25 postos de revenda pesquisados, e de R$ 5,593 em Parnamirim, que teve 12 postos na pesquisa. Na capital, o preço mínimo do produto era R$ 5,290 e o máximo R$ 5,699. Em Parnamirim, a variação ia de R$ 5,490 a R$ 5,699.

Em nota a Petrobras disse que “os preços praticados têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

O argumento de Castello Branco e sua diretoria, no entanto, é que, se não reajustar os preços, a empresa vai perder dinheiro, como aconteceu no passado. A estatal revê os seus valores nas refinarias à medida que a cotação do petróleo sobe no mercado internacional e também quando o real perde valor em comparação ao dólar. Essa é a Política de Paridade Internacional (PPI), adotada em 2016. A empresa não divulga, porém, as variáveis que utiliza para calcular o PPI e os seus prazos de revisão dos preços para se alinharem aos de paridade. Na verdade, nenhuma petrolífera no mundo divulga essa informação, porque isso anteciparia à concorrência dados estratégicos.

Pelos dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do diesel da Petrobras ainda está abaixo do praticado no mercado internacional, o que justificaria o aumento desta terça. Já os da gasolina e do GLP estão acima. 

Os últimos aumentos dos combustíveis, anunciados em fevereiro, foram considerados excessivos pelo presidente da República Jair Bolsonaro, que demitiu Castello Branco pelas redes sociais e indicou o general Joaquim Silva e Luna para o seu lugar. Mandato de Castello Branco vence em 20 de março.