Comércio estima arrecadar R$ 3,3 bilhões

Publicação: 2019-08-25 00:00:00 | Comentários: 0
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O setor de vestuário deverá ser o que mais se beneficiará pelas medidas de estímulo ao consumo promovidas pelo governo, que permitirá, a partir de setembro, que os consumidores façam saques em suas contas do FGTS e do PIS/Pasep, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade prevê que, do total de R$ 30 bilhões que deverão ser sacados (R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep), entre setembro e dezembro deste ano, pelo menos R$ 3,3 bilhões sejam gastos no segmento de vestuário, ou seja, 11% dos recursos que serão injetados no mercado.

Setor de vestuário, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acumula queda de 0,4% no 1º semestre
Setor de vestuário, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acumula queda de 0,4% no 1º semestre

Na avaliação da CNC, embora não tenha efeito duradouro, esse esperado aumento de vendas vai chegar em muito boa hora. “O volume de vendas no segmento de vestuário, calçados e acessórios seguiu na contramão do varejo, no primeiro semestre de 2019”, avalia o economista da CNC, Fabio Bentes. “O crédito caro e a inércia no mercado de trabalho têm inibido o processo de recuperação das vendas”, completa o economista.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a junho deste ano, esse ramo do comércio varejista apresentou queda de 0,4% no volume de vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, ficando à frente somente dos segmentos de livrarias e papelarias (-27,0%) e de móveis e eletrodomésticos (-1,1%). Na média, os dez segmentos que integram o comércio varejista apresentaram variação de +3,2% no período.

Um cenário que levou o setor de vestuário a registrar a menor inflação em meses de julho, nos últimos 20 anos, para esse grupo de produtos (+0,46% em 2019 e -1,87% em 1998). “A tendência para os próximos meses, no entanto, é que o setor apresente algum fôlego para os varejistas”, prevê Fabio Bentes, lembrando que, em 2017, quando também houve uma liberação de saques do FGTS, o varejo ficou com R$ 12 bilhões dos R$ 44 bilhões injetados na economia. O segmento de vestuário foi o que mais se beneficiou, concentrando 38% do total que coube ao varejo, ou seja, R$ 4,1 bilhões. “Como o consumidor está menos endividado do que em 2017, é possível esperar um efeito até relativamente maior no varejo e no segmento de vestuário, em 2019, apesar de o montante ser menor”, afirma Bentes.

Volume de vendas
Variação no 1º semestre de 2019 ante igual período de 2018.

Veículos, motocicletas, partes e peças: +11%;

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: +6,2%;

Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +4,4%;

Material de construção: +3,8%;

Varejo ampliado: +3,2%;

Combustíveis e lubrificantes: -0,1%;

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -0,1%;

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,3%;

Tecidos, vestuários e calçados: -0,4%;

Móveis e eletrodomésticos: -1,1%;

Livros, jornais, revistas e papelaria: -27%









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