Comércio online no RN cresce 416% no primeiro trimestre

Publicação: 2020-07-25 00:00:00
O Rio Grande do Norte teve o segundo maior crescimento do Brasil no segmento comércio eletrônico. Pesquisa "E-commerce na Pandemia", realizada pela plataforma Nuvemshop,  durante o primeiro semestre, apontou um aumento de 416% em transações comerciais dessa natureza. As vendas cresceram nos 27 estados brasileiros, mas 17 deles viram as suas vendas aumentarem acima da média nacional de 137%; principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País.

Créditos: Ana Silva/Arquivo TNDurante pandemia, vendas online cresceram com mais força, principalmente, nas cidades do Norte e Nordeste do País, diz pesquisaDurante pandemia, vendas online cresceram com mais força, principalmente, nas cidades do Norte e Nordeste do País, diz pesquisa


O Acre lidera a lista com um aumento de 951%, seguido do Rio Grande do Norte (416%), Rondônia (409%), Sergipe (373%) e Alagoas (340%), completando os cinco maiores. No Sudeste, o Espírito Santo teve o maior aumento, de 236%, seguido por Minas Gerais, 213%, Rio de Janeiro (154%) e São Paulo (96%), onde há o maior número de lojas. Já o “top 5” dos estados com maior aumento de novas lojas, no mesmo período, são RN, com 400%; Roraima (250%), Alagoas (233%), Pernambuco (218%) e Ceará (119%). No recorte regional, o estudo também detectou diferentes níveis de maturidade dentro das lojas online. 

Para especialistas da área, o novo cenário é irreversível. "Essa é uma tendência que já acontecia no Brasil e em todas as partes do mundo. O consumidor está sempre buscando ferramentas que possam deixar o seu dia a dia mais prático. É preciso atender todos os perfis de clientes, oferecendo várias opções para ele. A pandemia apenas reforçou, especialmente no cliente mais tradicional, essa tendência nesse novo cliente que já estava ocorrendo de comprar por delivery, por meio de sites e aplicativos", destaca Felipe Gilberto, especialista em T.I.

O varejo tradicional também está vivendo essa nova realidade. "A gente iniciou esses investimentos há alguns anos. Mesmo atuando em um comércio tradicional, como é o segmento de supermercados, entendemos que precisamos oferecer todas as opções para o nosso cliente.

Antes mesmo da pandemia, já tínhamos aplicativos, delivery e mais recente lançamos o nosso próprio e-commerce. Já vivíamos uma curva crescente nessa tendência, que foi acelerada com o período da pandemia", explica Vinícius Gama, diretor comercial do Favorito Supermercados.

O investimento em aplicativos e sites próprios pode gerar resultados ainda mais expressivos para as empresas. "Isso demonstra que a empresa quer oferecer para o seu cliente uma experiência personalizada, pensada especialmente para ele. O ideal é que as empresas estejam em todas as plataformas, tanto nas tradicionais como Ifood, como também nos seus endereços próprios", aponta Felipe.

As vendas pela internet acabam com as limitações geográficas das lojas. "Temos nove lojas, em cinco municípios. Boa parte dos clientes das lojas físicas moram no próprio bairro ou em bairros próximos. Com as plataformas online, conseguimos chegar em qualquer lugar, atendendo nossos clientes que moram em todas as localidades. Com a internet, não existe nenhuma limitação, podemos chegar em qualquer local, com a mesma qualidade de serviço e produtos. O importante é mantermos um alto padrão, seja na loja física ou para o cliente do online", avalia Vinícius Gama.

Produtos
A quarentena também impulsionou o comércio dos produtos essenciais, de forma abrangente. Os segmentos de Alimentação & Bebidas lideraram com o aumento de 282% no trimestre, seguidos pelos Pets (219%), Presentes (215%), Casa & Decoração (207%), Brinquedos (195%) e Roupas (189%).

Não só os setores tradicionais registraram um aumento significativo nas vendas, como o de Joias & Bijuterias (156%), Livros (130%), Acessórios (98%), Produtos de Beleza (73%) e Eletrônicos (38%), mas também outras novas categorias ganharam espaço, como por exemplo, a de Produtos Eróticos, que obteve um crescimento de 132%. Entre todos os setores analisados, o único que registrou uma diminuição no número de pedidos foi o de Viagens (-96%), por conta do isolamento social causado pelo coronavírus.