Comércio tenta atrair mais clientes em Natal

Publicação: 2020-07-14 00:00:00
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A empresária Gabriela Dias, 24 anos, esteve no primeiro grupo de empresários, a maioria pequenos, que puderam voltar a abrir as lojas físicas na retomada gradual da economia em Natal. Depois de quatro meses fechada, a loja de acessórios femininos que administra foi reaberta no dia 30 de junho e hoje ela se adapta ao novo momento da pandemia, no qual as vendas digitais superam a presença física no estabelecimento. A retomada gradual é tímida, com pouca presença de clientes pelo menos no bairro onde a loja de Gabriela Dias fica localizada, a Cidade Alta.

Créditos: Magnus NascimentoAna Paula Dantas, da Duas Marias Esmalteria, aproveitou a quarentena para reformar estabelecimentoAna Paula Dantas, da Duas Marias Esmalteria, aproveitou a quarentena para reformar estabelecimento


A reabertura da loja física foi seguida com todas as adaptações necessárias. Os clientes higienizam as mãos, não podem provar as peças e o controle de permanência no estabelecimento é ampliado. Quatro funcionárias trabalham na loja, quantidade que não se alterou durante a pandemia, mas agora apenas duas trabalham junto aos clientes: as outras  passaram a se dedicar às vendas online, um serviço novo para a empresa de Gabriela Dias e que garantiu a sobrevivência da loja durante os quatro meses fechados.

 “As vendas online foi um divisor de águas para muitas empresas. Nós já estávamos presentes nas redes sociais, mas o fechamento das lojas fez com que precisássemos abrir um site com uma vitrine virtual, o que melhorou muito a interação com os clientes, que já não podiam vir à loja”, disse a jovem empreendedora. Barreiras físicas vencidas, a presença no ambiente digital expandiu o alcance do empreendimento. “Entregamos em todo Brasil e cidades do interior do Estado, mas onde as vendas aumentaram mesmo foi aqui em Natal”, confirmou.

Essa nova opção da loja acaba por aliar comodidade para o cliente e segurança sanitária. Por isso, quando reaberto, o estabelecimento teve pouco movimento. “Senti que nos primeiros dias o movimento foi fraco, mas o consumidor vai ganhando confiança aos poucos”, disse Gabriela Dias.  A empresária vende brincos, colares e pulseiras, mas também materiais que servem para o artesanato. Essa tem sido a procura maior dos clientes que fazem questão de ir pessoalmente à loja. Neste aspecto, Gabriela percebeu uma outra face da pandemia do novo coronavírus: o aumento dos hobbies. “As pessoas estão produzindo mais em casa, como um hobby. Eu percebo isso. Muita gente vem aqui para comprar materiais para fazer artesanato em casa. Esse é um outro perfil de cliente, mais velho, que não compra na internet”, frisou.
 
Esmalteria
O setor do comércio de produtos pode ir para o ambiente digital e manter o distanciamento social, mas o mesmo não acontece com o de serviços. Na esmalteria de Ana Paula Dantas, 26 anos, por exemplo, funcionar necessita da clientela física. O retorno, também permitido no dia 30 de junho graças ao decreto da Prefeitura do Natal, também é lento. “Os clientes mais velhos ainda não retornaram, preferem se resguardar”, disse.

Créditos: Magnus NascimentoGabriela Dias, da MariaLua Acessórios, montou novas estratégias de vendas para ampliar clientelaGabriela Dias, da MariaLua Acessórios, montou novas estratégias de vendas para ampliar clientela


Localizada em Tirol, bairro onde empreendimentos semelhantes fecharam, a esmalteria conseguiu alcançar novas pessoas com a aposta nas redes sociais durante o tempo que permaneceu fechada. Ana Paula Dantas aproveitou para fazer uma reforma que já pensava para o local e, dessa forma, conseguiu chamar mais atenção.

 Assim como Gabriela Dias, a empresária precisou adotar uma série de medidas de proteção para evitar o contágio do novo coronavírus. “Aos poucos estamos nos adaptando. Para as pessoas de risco, começamos a escolher certos horários ou dias que vemos que tem menos movimento, que há uma certa tranquilidade. Tenho consciência de que esse foi um ano não para faturar, mas para fortalecer a empresa, os vínculos daqui. Espero que saía alguma coisa positiva”, comentou.

Natal inicia segunda fase de reabertura nesta terça, 14
Com uma semana de antecedência em relação ao Estado, Natal inicia a segunda fase da retomada gradual da economia nesta terça-feira, 14. Também dividida em duas frações, esta fase começa com a liberação de academias sem ar-condicionado, boxes de crossfit, estúdios de pilates e estabelecimentos semelhantes. Na próxima terça-feira, 21, se o cronograma for mantido, ficam permitidas as reaberturas das galerias e centros comerciais também sem ar-condicionado. Os estabelecimentos precisam adotar regras específicas 

Cronograma
14/07 - Início da 1ª fração da 2ª fase
Academias de ginástica, box de crossfit, estúdios de pilates e afins que não utilizam sistema de ar condicionado;
 
21/07 - Início da 2ª fração da 2ª fase
Centros Comerciais e Galerias (sem ar condicionado)
 
1ª Fração da 2ª Fase
Regras específicas para os estabelecimentos:
Uso obrigatório ou disponibilização de limpa sapato tapete ou toalha umidificada de Hipoclorito de sódio a 2%, ou outro dispositivo equivalente, para higienização e desinfecção de sapatos na entrada do estabelecimento;
 
Disponibilizar recipientes com álcool em gel a 70% para uso pelos clientes e colaboradores em todas as áreas da academia (recepção, musculação, peso livre, salas de coletivas, piscina, vestiários, kids room, etc);
 
Durante o horário de funcionamento da academia, fechar cada área de 2 a 3 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes;
 
Delimitar com fita o espaço em que cada cliente deve se exercitar nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas. Cada cliente deve ficar a 2,0 m de distância do outro;
 
Realizar o congelamento dos planos de clientes acima de 60 anos de idade, quando solicitado.