Começa venda de produtos juninos

Publicação: 2019-05-29 00:00:00 | Comentários: 0
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Com a aproximação dos festejos juninos, a Prefeitura de Natal deu início, no último dia 20, ao cadastro para os comerciantes informais que pretendem vender produtos típicos de São João nos canteiros e banquinhas pela cidade. O cadastro segue até o dia 31, e todos aqueles que pretendem trabalhar com a venda de produtos como bombas e fogos de São João devem procurar a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) para realizar sua inscrição.

Algumas barracas com roupas juninas e fogos de artifícios já estão montadas nas ruas da cidade. Corpo de Bombeiros fiscaliza locais
Algumas barracas com roupas juninas e fogos de artifícios já estão montadas nas ruas da cidade. Corpo de Bombeiros fiscaliza locais

Anualmente, de acordo com o chefe do setor de fiscalização da Secretaria, Antônio Carlos Falcão, a Prefeitura recebe entre 60 e 80 pessoas costumam se inscrever para oferecer o serviço, que tradicionalmente se instala nos canteiros de avenidas da cidade, como avenida Ayrton Senna, avenida das Alagoas, Itapetinga e Antônio Basílio. “Até o momento, estamos com uma quantidade de inscrições que seguem o mesmo padrão dos anos anteriores”, afirma Antônio Carlos.

O único local que possui um número limitado de vagas é a avenida Antônio Basílio, que vai permitir 31 vagas, restritas ao trecho que fica entre a avenida Prudente de Morais e a rua São José.  De acordo com a Semsur, as vagas serão distribuídas por ordem de chegada, e não há possibilidade de reserva.  Para se inscrever, os interessados devem ir à sede da Semsur, na rua Princesa Isabel, no bairro de Cidade Alta, portando os  seguintes documentos:  carteira de identidade, comprovante de residência, certidão de quitação eleitoral e o número do CPF.

A licença concedida pela Secretaria, no entanto, só terá validade quando apresentada em conjunto com uma autorização expedida pelo Corpo de Bombeiros, obrigatória para aqueles que vão trabalhar com os objetos inflamáveis.

O capitão Daniel Gleidson, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que é importante que comerciantes estejam com os equipamentos de segurança corretos para as barracas, a fim de evitar acidentes com os objetos inflamáveis. A primeira recomendação, de acordo com o bombeiro militar, é de que os comerciantes não iniciem os trabalhos antes da vistoria, que é obrigatória. No local onde serão feitas as vendas, também é importante a existência de placas sinalizadoras de “Proibido Fumar”.

Outra recomendação feita pelo CBM aos comerciantes é a utilização de uma lona de comprimento maior do que o da mesa onde estarão expostos os fogos. “O intuito disso é porque, em caso de emergência, ele consegue juntar as quatro pontas rapidamente e recolher todos de uma vez, retirando o material inflamável do local com maior facilidade. É uma e medida importante para casos de emergência”, explica o capitão.

Não são apenas os vendedores, no entanto, que precisam tomar cuidado com os fogos e bombas juninas: aqueles que pretendem utilizá-las nas festividades também devem estar atentos às instruções nas embalagens, que definem desde a quantidade de pólvora presente nos fogos, a forma correta de utilizá-los e o que fazer caso eles falhem na hora de explodir.

“Poucas pessoas sabem disso, mas os fogos de artifício têm classificações, que vão de A a D, conforme o nível de severidade dos fogos. inclusive, as classes C e D só podem ser usadas por maiores de 18 anos, porque são aqueles fogos mais potentes, que o pessoal usa, por exemplo, em dias de jogo de futebol”, explica o capitão Gleidson.

Outros dois pontos frisados pelo bombeiro são a importância de supervisionar as crianças que estejam próximas a locais onde pessoas estejam soltando fogos e, também, evitar permitir que pessoas alcoolizadas façam o manuseio desse tipo de material, em função da possível redução de reflexos causada pelo consumo de bebida alcoólica.

“Ler a embalagem é fundamental. À medida em que os fogos vão ficando com uma quantidade maior de pólvora, eles vão apresentar algumas especificidades. Alguns, você pode soltar diretamente com a mão. Outros, você tem que montar uma base no chão. A questão do descarte adequado em caso de falha também é importante, porque em alguns casos, é necessário aguardar 30 minutos caso haja uma falha para poder manuseá-lo e, depois, colocá-lo na água para evitar que ele  cause algum dano posteriormente", completa o capitão.

Feira do Milho inicia vendas na Cecafes
A tradicional Feira do Milho, realizada todo os anos na  Central Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), em Natal, iniciou suas atividades nesta segunda-feira, 27. A expectativa dos produtores rurais que comercializam seus produtos no local é de aumento de 80% nas vendas deste ano em relação ao ano passado, devido ao crescimento na produção com as chuvas registradas este ano.

O espaço conta este ano com 14 comerciantes, que trazem o milho de municípios como Macaíba, Ceará-Mirim, Pedro Velho, Assu, Ipanguaçu, Touros, Carnaubais, São José de Mipibu e Nísia Floresta.

A feira está montada na entrada do estacionamento da Cecafes, e funciona das 6h às 20h, podendo o horário ser estendido até às 22h, dependendo do comerciante. O preço varia de R$ 20 a R$ 25 a mão de milho (50 espigas).

Todos os comerciantes ficam disponíveis na “Feira do Milho” até o dia 1º de julho, mas dependendo do movimento alguns poderão estender suas vendas até o dia 15 de julho.

A Cecafes passou a ser oficialmente ligada à recém-criada Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf). O espaço de comercialização está localizado na esquina das avenidas Jaguarari e Capitão-Mor Gouveia, vizinho à Ceasa, no bairro Lagoa Nova.








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