Comitê prevê ações contra doenças

Publicação: 2019-06-27 00:00:00 | Comentários: 0
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A prefeitura de Natal anunciou na manhã desta quarta-feira (26) a criação do Comitê Intersetorial de Combate às Emergências em Saúde no Município. O comitê será formado por órgãos do Município e outras instituições para atuar de forma integrada na execução de ações de prevenção e combate aos criadouros do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Trabalho dos agentes de endemias previne a proliferação de focos do mosquito transmissor das arboviroses, o Aedes aegypti
Trabalho dos agentes de endemias previne a proliferação de focos do mosquito transmissor das arboviroses, o Aedes aegypti

 A iniciativa foi definida em reunião realizada no Palácio Felipe Camarão que contou com a presença de representantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte e das secretarias municipais de Governo, Saúde, Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Urbanismo, Obras, Educação, Urbana e Comunicação. Pelo MPRN, participaram a promotora de Saúde, Iara Pinheiro, e o promotor de Defesa do Meio-Ambiente, Cláudio Onofre.

 A proposta é que o grupo se reúna mensalmente, planeje as estratégias de combate, execute o cronograma de trabalho e faça o balanço das medidas adotadas para verificar se estão tendo êxito. O prefeito Álvaro Dias destacou que esse trabalho integrado vai gerar um impacto positivo maior.

 "Esse trabalho de cooperação entre as secretarias tem o propósito de ser mais efetivo. Quanto mais pessoas envolvidas nesse processo, melhor. Por isso, estamos instituindo esse comitê para combater esse inimigo da sociedade que é o mosquito Aedes aegypti”, definiu o prefeito, acrescentando que “Natal tem feito a sua parte” no combate ao vetor. “Em relação ao ano passado, reduzimos em 40% o número de casos de arboviroses. Fomos a única capital do país e atingir essa meta. Apesar dos bons números, o trabalho precisa se intensificar para proteger ainda mais os cidadãos", ressaltou.

Números
Os casos de Chikungunya no Rio Grande do Norte tiveram um crescimento de 36,5% em relação ao ano de 2018. Enquanto em 2019 foram confirmados 604 casos da doença no Estado, em 2018, no mesmo período de tempo analisado, 383 haviam sido confirmados. A doença foi a única das três arboviroses analisadas no Boletim Epidemiológico que teve um crescimento registrado na quantidade de casos em relação ao ano passado, diferente da zika e da dengue, que tiveram uma queda no número de casos.

De acordo com o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses de Natal (CCZ), Alessandre Medeiros, o que existe atualmente não se trata de uma epidemia de Chikungunya ou um novo vírus, mas sim de novas pessoas contraindo o mesmo vírus que circula desde 2016. “O que nós temos é que, agora, pessoas que não contraíram a doença naquela época estão pegando”, explica Alessandre.

A capital potiguar foi, sozinha, responsável por 1.378 notificações de casos suspeitos de Chikungunya, 5.577 de dengue e 77 de zika vírus. Dentre as arboviroses, a dengue foi a doença que apresentou queda mais acentuada. De 2018 para 2019, a queda foi de 68,7%. Enquanto no ano passado foram 7.058 casos confirmados, este ano foram 2.207.

Para Alessandre, a queda no número de casos pode também estar associada ao fato de que nem todas as pessoas que apresentam os sintomas fazem os exames para comprovar a doença. “A Chikungunya tem um diferencial, que são as dores intensas nas articulações, o que faz com que as pessoas procurem o sistema de saúde e façam os exames para comprovar se estão de fato com a doença. Com a dengue, já não acontece tanto isso, porque muitos optam por se tratar em casa", afirma.

O número de casos graves da doença também diminuiu: enquanto em 2018 foram registrados 233 casos de "dengue com sinais de alarme", e 26 como "dengue grave", em 2019 a quantidade de casos com sinais de alarme caiu para 106, e a de casos graves, para 10. De acordo com as amostras analisadas, há dois subtipos do vírus da dengue circulando no Rio Grande do Norte: o tipo 1 e o tipo 2.

O Zika vírus é outro cujo número de notificações segue em queda. Esse ano, foram registrados 150 casos prováveis de Zika. No mesmo período de 2018, foram 269 casos prováveis. Enquanto no ano passado 33 casos já estavam confirmados até a semana epidemiológica número 22, período analisado pelo Boletim, este ano nenhum caso foi confirmado no Estado até o momento.

Registros em Natal
Chikungunya – 1.378 notificações 

Dengue - 5.577 notificações

Zika – 77 notificações

A dengue apresentou queda mais acentuada de todas as arboviroses: de  2018 para 2019, a queda foi de 68,7%. Enquanto no ano passado foram 7.058 casos confirmados, este ano foram 2.207





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