"Como selecionar quem está mais doente?" afirma gerente de atenção à saúde do HUOL

Publicação: 2018-07-12 00:00:00 | Comentários: 0
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As filas, segundo Aldair Paiva, gerente de atenção à Saúde do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), “crescem em uma velocidade enorme, e a capacidade de atendimento nunca é suficiente. Entretanto, como não há uma organização completa das filas, temos pacientes na lista em ordem cronológica de chegada e aqueles casos mais graves que acabam quebrando essa ordem devido à necessidade de atender uma urgência mais complicada. O difícil é gerenciar isso: como selecionar quem está mais ou menos doente? Complicado”, avaliou.

Aldair Paiva, do HUOL, afirma que “capacidade nunca é suficiente”
Aldair Paiva, do HUOL, afirma que “capacidade nunca é suficiente”

Em um dos hospitais conveniados, onde o ortopedista Márcio Rêgo atende, são realizadas uma média de 30 cirurgias ortopédicas por dia. No HUOL, são realizadas por semana entre 10 e 15 neurocirurgias. “São procedimentos mais complexos, demorados, em um turno podemos ter de duas a três cirurgias, mas também pode levar a manhã e às vezes o dia inteiro”, explicou Paiva.

Para “dar fluidez à fila de espera”, a Sesap/Governo do Estado dispõe de oito hospitais para a realização de cirurgias ortopédicas, entre unidades da rede própria e conveniados: Hospital Walfredo Gurgel, Prontoclínica Paulo Gurgel e Hospital Memorial, em Natal; Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim; hospitais Tarcísio Maia e Wilson Rosado, em Mossoró; o Hospital Regional Telecila Fontes, em Caicó; e o Hospital Cleodon Andrade, em Pau dos Ferros.

As cirurgias neurológicas são realizadas, em Natal, nos hospitais Walfredo Gurgel e Universitário Hospital Onofre Lopes, Hospital do Coração. Em Mossoró, no Tarcísio Maia e Wilson Rosado.

“Apesar de não termos uma porta de emergência, acabamos atendendo muitos pacientes que estão na emergência do Hospital Walfredo Gurgel e correm um risco maior de morte se não passarem por uma neurocirurgia”, lembrou Aldair Paiva, do HUOL. Para ele, é imperativo que “essas filas sejam visíveis pelo órgão gestor, os órgãos de controle, e pelas unidades prestadoras do serviço”.


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