Concurso da Polícia Civil é suspenso e edital para PM é adiado, diz secretário

Publicação: 2018-01-12 11:57:00 | Comentários: 0
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O concurso para a Polícia Civil não será lançado neste ano. Apesar da expectativa de que fossem realizados em 2018, o Governo do Estado informou que o certame está suspenso devido à crise financeira. A informação foi dada pelo secretário de Administração do Estado, Cristiano Feitosa. No caso do concurso da Polícia Militar, que o edital estava previsto para sair em dezembro do ano passado, o secretário afirmou que ele está garantido na Lei Orçamentária, mas a publicação do edital foi adiada.
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Concurso da Polícia Militar é suspenso

Em dezembro de 2017, o Governo informou que realizaria os concursos da Saúde, Polícia Civil, Polícia Militar e Controladoria Geral do Estado neste ano. Porém, somente o que tem como objetivo preencher vagas na Secretaria de Saúde teve o edital publicado, com previsão de contratação de 404 profissionais. Segundo Feitosa, esse concurso cumpre uma decisão judicial e vai reduzir custos da Secretaria de Saúde. "Vários desses cargos são para especialidades médicas que hoje o serviço é preenchido por cooperativas médicas e o custo do plantão das cooperativas medicas é quatro, cinco vezes maior que o custo de um plantão para o servidor efetivo", explicou o secretário em entrevista à TV Ponta Negra, na quinta-feira (11).

Segundo Cristiano Feitosa, a crise financeira fez com que o Estado suspendesse a publicação do edital para a Polícia Militar, que estava com edital previsto para dezembro de 2017. Nesta sexta-feira (12), ele disse que o concurso estava mantido, mas faltava acertar detalhes com a Secretaria de segurança e o Comando da PM para que o edital saia.
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Já para a Polícia Civil, a expectativa era de edital neste ano e com previsão para 142 vagas, sendo 25 vagas para delegado, 106 vagas para agente e 11 vagas para escrivão de polícia. Contudo, Cristiano Feitosa disse que o concurso não tem mais previsão para ser realizado porque não há orçamento previsto para a Degepol para realizar esse concurso.

Para Nilton Arruda, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), classificou como uma "infelicidade" a suspensão do concurso público. "Nosso efetivo atualmente é o menor efetivo de toda história da Polícia Civil no Rio Grande do Norte. O concurso seria um alento, até porque o número de vagas está bem aquém das nossas necessidades", disse.

De acordo com ele, caso não haja o concurso, o Sinpol vai sugerir que a Delegacia Geral de Polícia feche algumas unidades por causa do baixo efetivo.

Necessidades

As polícias Militar e Civil estão com alto déficit de profissionais. No caso da PM, após 12 anos do último certame, a corporação tem cerca de 8.200 policiais na ativa, quando o efetivo ideal previsto em lei é de 13.466 militares, o que significa um déficit de 5.266 pessoas. Já na Civil, existe previsão legal para o preenchimento de 5.150 cargos, dos quais somente 1.534 estão ocupados. O déficit é de 3.616 profissionais.

Atualizada às 17h18

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