Confiante, Pietro Fittipaldi prega paciência por vaga na F-1

Publicação: 2019-03-14 10:29:00 | Comentários: 0
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Neto do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, Pietro será piloto de testes da Haas em 2019 e, assim como Sérgio Sette Camara, também está na fila para alcançar uma vaga de titular na Fórmula 1. Aos 22 anos, ele traz para a categoria a bagagem no automobilismo americano e, nesta entrevista exclusiva ao Estado, comenta que, além dos bons resultados e da evolução, será necessário ter paciência para virar titular na equipe.

Piloto Pietro Fittipaldi
Neto do grande piloto brasileiro, Emerson Fittipaldi, Pietro sonha com vaga na Fórmula-1



Como se sentiu no primeiro contato com a equipe durante os testes de pré-temporada?
No meu primeiro teste com a equipe neste ano, eu me senti muito bem. Senti que o carro está bem competitivo também. A gente fez várias voltas, muita quilometragem, foi importante para mim e também para a equipe. Estávamos tentando desenvolver o carro durante os testes, a equipe quis testar várias coisas diferentes no carro. A gente fez muita simulação de corrida também. O primeiro teste, primeiro treino, foi muito bom.

Como piloto reserva, o que você acha que precisa demonstrar ou acumular de resultados para conseguir uma chance no cockpit?
Como piloto reserva, para conseguir ser titular, claro que você precisa ser rápido. Então, quando eles te dão uma oportunidade de poder mostrar sua velocidade em uma volta, você precisa ir rápido. Isso é sempre muito importante. Não é todo o teste que a equipe está olhando seu tempo e velocidade em uma volta. Nos testes, a maioria do trabalho é desenvolver o carro. Então, o retorno que dou para a equipe sobre o que a gente testou é muito importante. Eles vão olhar para isso também, vão olhar sua velocidade em uma simulação de corrida, se é consistente. Para ser titular, a oportunidade tem que abrir. Tem só 20 vagas na Fórmula 1. Não é todo ano que troca piloto. Tem ano que ninguém sai. Tem de abrir essa oportunidade.

Pelo Brasil estar sem piloto na Fórmula 1, há uma grande expectativa no público e também da imprensa. Como você lida com isso? Acha que pode te atrapalhar?
Não. Eu sei que até agora não tem nenhum piloto brasileiro titular na Fórmula 1. Minha meta é chegar lá, correr na Fórmula 1. Acho que isso não me atrapalha. Isso me dá energia para trabalhar mais, para chegar lá e poder representar o Brasil como titular na Fórmula 1.

Por ter morado nos Estados Unidos, você considera a Fórmula1 uma categoria muito diferente das americanas em termos de ambiente e proximidade com o público?
A Fórmula 1 é bem diferente comparada com a Nascar ou a Indy. Nos Estados Unidos o público pode chegar a um metro do carro. Na F-1, se você não é patrocinado ou não é convidado da equipe, não consegue nem entrar na garagem para ver o carro. Tem essa diferença. Isso é uma coisa que a Fórmula 1 pode melhorar. O público poder se aproximar mais dos carros, dos pilotos e da equipe. Se isso for possível, será muito melhor.

Estadão Conteúdo













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