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Economia
Conselho aprova Paes de Andrade; mandato vai até 13/4/2023, data de AGO da Petrobras
Publicado: 00:01:00 - 28/06/2022 Atualizado: 22:05:40 - 27/06/2022
Rio (AE) - A Petrobras informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a reunião do Conselho de Administração da estatal elegeu o secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, para ser membro do conselho e presidente da companhia. De acordo com a Petrobras, os mandatos, tanto de conselheiro como de presidente, têm prazo até a próxima assembleia ordinária de acionistas (AGO) da empresa, marcada para 13 de abril de 2023.

Divulgação
Paes de Andrade será o 4º presidente da Petrobras no governo Bolsonaro. Posse ainda não tem data

Paes de Andrade será o 4º presidente da Petrobras no governo Bolsonaro. Posse ainda não tem data


O Conselho de Administração da Petrobras aprovou Caio Mario Paes de Andrade presidente-executivo da empresa por sete votos a três nesta segunda-feira (27) . Ele também foi aprovado para integrar o Conselho.

Segundo fontes, votaram a favor de Paes de Andrade os cinco conselheiros da União e dois representantes de acionistas minoritários. Outros três conselheiros votaram contrariamente: dois minoritários e a conselheira que representa os funcionários, Rosangela Buzanelli.
Paes de Andrade será o quarto presidente da Petrobras no governo Jair Bolsonaro, em sucessão novamente marcada pela queda de braço entre o governo e a diretoria da petroleira sobre a alta nos preços dos combustíveis em refinarias da Petrobras, hoje alinhados ao mercado internacional.

Currículo
Caio Mário Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista e tem cursos de pós-graduação em administração pelas americanas Harvard University e Duke University.

Empreendedor com sucessos comprovados em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio, fundou e/ou liderou a construção de diversas empresas do mercado brasileiro de tecnologia da Informação. Participou da realização de mais de 20 processos de M&A (fusões e aquisições), incluindo consolidações de empresas, aquisições estratégicas, aquisições minoritárias, captações com investidores institucionais, desinvestimentos, spin-offs e processos de venda de controle.

Em 2019 assumiu a presidência do Serpro. Em seguida se tornou secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, antigo Ministério do Planejamento, onde coordenou a elaboração da plataforma gov.br.

Em agosto de 2020, ele assumiu o cargo de secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia.

Paes de Andrade também é membro do Conselho de Administração da Embrapa e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal que administra o óleo lucro da União em campos produtores do pré-sal Aí reside seu único contato mais claro com o setor de óleo e gás.

Nova dinâmica
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (27), que seu indicado para a presidência da Petrobras, Caio Paes de Andrade, dará uma "nova dinâmica" à companhia. "Caio hoje está tomando posse na Petrobras, teremos nova dinâmica na questão dos combustíveis. Tudo vai ser analisado na base da lei, sem querer mexer no canetaço na Lei das Estatais, sem querer interferir em nada, mas com muito respeito e muita responsabilidade", declarou o chefe do Executivo em cerimônia no Palácio do Planalto. O indicado, no entanto, teve o nome aprovado nessa segunda pelo Conselho de administração da estatal, mas a data da posse ainda não foi anunciada.

Como mostrou o Broadcast Político, o governo usa a ameaça de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para pressionar por mudanças na Lei das Estatais que ampliem a ingerência política em empresas públicas e afrouxe restrições a indicações de partidos.

Anapetro protocola denúncia na CVM
Rio (AE) - A Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) denúncia contra a eleição de Caio Paes de Andrade para a presidência da estatal. Em carta ao presidente do órgão, a associação cita "ocorrência de eventuais atos lesivos ao patrimônio da Petrobras e aos interesses de seus acionistas".

A entidade destaca que, por razões de compliance, além do disposto na Lei das Sociedades Anônimas, Lei das Estatais e ordenamento da CVM, Andrade não pode tomar posse como presidente da Petrobras por não possuir requisitos legais para tal e, consequentemente, apresentar risco à Companhia e a seus acionistas minoritários.

"Muito preocupa a Associação o atual cenário de instabilidade que atravessa a Petrobras, com oscilação no mercado de capitais sendo investigada pela Comissão de Valores Mobiliários, trocas frequentes nos membros de sua gestão e ataques sofridos pelo Congresso Nacional", destaca a Anapetro.

A Anapetro pede que a questão seja analisada mediante processo administrativo a eventual ocorrência de ilegalidade da nomeação de Andrade à Presidência da Petrobras e que sejam identificadas as irregularidades. Também pede que sejam adotadas as medidas, inclusive cautelares, no sentido de obstar a continuidade das ações errôneas e lesivas à empresa.

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que a entidade está ultimando uma ação judicial contra o resultado, que seria encaminhada ainda nessa segunda-feira (27) à Justiça Federal do Rio de Janeiro. "A decisão do Conselho de Administração da empresa é ilegal, pois o currículo e a experiência profissional do indicado são reconhecidamente insuficientes para gerir a maior empresa do Brasil, o que fere a Lei das Estatais", afirmou o sindicalista em nota.

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