Constelação oitentista do pop rock

Publicação: 2019-09-13 00:00:00 | Comentários: 0
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O rock foi a música mais pop do Brasil no final do século passado. Mais precisamente, na década de 80. Dezenas de artistas e bandas brilharam e sumiram na mesma velocidade, mas deixaram um legado de canções populares que até hoje movimenta fãs de variadas gerações. Dois nomes clássicos da constelação oitentista vão animar o fim de semana potiguar: sexta-feira, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, apresentarão o show da turnê em que tocam os álbuns clássicos “Dois” e “Que país é este?”, no Boulevard Hall, em Nova Parnamirim. E sábado, Paulo Ricardo levará os hits de seu eterno RPM  - e além - para Pipa. Haja hits.

Bonfá e Villa-Lobos resgatam os discos que levaram a  Legião Urbana para o topo do rock/pop nacional, e ajudaram a criar um culto em torno da banda
Bonfá e Villa-Lobos resgatam os discos que levaram a Legião Urbana para o topo do rock/pop nacional, e ajudaram a criar um culto em torno da banda

Trilogia de homenagens
Pode-se dizer que os discos “Dois”, lançado em 1986, e “Que pais é este?”, em 1987, levaram a  Legião Urbana para o topo do rock/pop nacional, e ajudaram a criar um culto em torno da banda. A força popular dos seus trabalhos clássicos fez com que em 2015 os músicos Dado Villa-Lobos (guitarrista) e Marcelo Bonfá (baterista) resolvessem montar um show que celebrasse os 30 anos do primeiro disco lançado pelo grupo, “Legião Urbana” (de 1985).

A turnê comemorativa de 2015 foi um sucesso retumbante. Para alguns já não tão novos foi a oportunidade de ver, ao menos mais uma vez, canções que marcaram suas vidas tocadas por seus autores. Para outros, mais novos, foi a chance de ver pela primeira vez a dupla tocando ao vivo músicas que só eram curtidas por meio das antigas e novas mídias digitais. Ídolos e fãs trocaram energias e protagonizaram catarses que só os clássicos possibilitam.

Foi a partir do segundo semestre de 2018 que Dado e Bonfá resolveram retomar a ideia de celebrar a obra legionária, desta vez tendo as três décadas de “Dois” e “Que pais é este” como alvo, finalizando assim os festejos referentes àquela trilogia da então juvenil Legião Urbana. Maduros, musicalmente realizados, poderão relembrar seus tempos de quando moravam em Brasília, sem carro, gasolina e nada de interessante para fazer – a não ser rock.

No palco, Dado e Bonfá estão acompanhados pelos mesmos músicos da última turnê  - André Frateschi, Lucas Vasconcellos, Mauro Berman e Roberto Pollo. Desde os primeiros acordes e viradas, certamente reviverão com os legionários lembranças e histórias de um passado intenso e contraditório, cujo alguns aspectos, entretanto, insistem em não passar.

Punk e pop
“Dois”, o disco, apresentou um Legião Urbana diferente da estreia, com letras e melodias quase suaves. A agressividade punk do primeiro disco foi dissolvida entre canções poéticas, narrativas longas, e um cinismo desencantado. Emplacou nas rádios as canções “Tempo Perdido”, “Eduardo e Mônica”, “Índios”, e “Quase sem Querer”. Gerou “Musica Urbana 2”, “Fábrica” e a ousada “Daniel Na Cova dos Leões”. “Dois” superou a vendagem inicial de 100.000 cópias do anterior e foi disco de platina, tendo vendido mais de 250.000 cópias apenas na época de lançamento.

Já “Que país é este?” promoveu uma volta da banda ao punk do começo. O disco faz uma referência ao final dos anos setenta, quando o embrião da Legião (a banda Aborto Elétrico) ainda atuava por Brasília entre os bares de estudantes universitários. Traz o épico “Faroeste Caboclo”, um tema folk abrasileirado que deu trabalho para ser transposto para fonograma e que dura mais de 9 minutos. A faixa-título, “Que País é Este”, de 1978, nunca tinha sido registrada porque a banda esperava ‘um Brasil melhor’. E “Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)” era hino punk de Brasília. Apenas “Angra dos Reis” e “Mais do Mesmo” foram compostas após o álbum anterior.

Revoluções por minuto
A banda RPM dominou o Brasil entre 1984 e 1987. E à frente dela, sempre em primeiro plano, o vocalista Paulo Ricardo, um garotão de voz imposta, poses cool e bonitão, um sex symbol completo para as massas. O cantor e compositor volta ao território potiguar neste sábado para um show dentro da ação de marketing do Pipa Golf Condomínio & Resort, localizado a poucos minutos do centro de Pipa. A ação começará às 10h da manhã, e Paulo deverá subir ao palco às 16h, com banda completa. Os visitantes poderão conhecer o local e ainda curtir o show do ícone pop.

O ex-RPM Paulo Ricardo  canta seus hits no final da tarde em Pipa
O ex-RPM Paulo Ricardo canta seus hits no final da tarde em Pipa

A história do RPM pode ser contada e cantada por Paulo Ricardo. Quando a “revolução” passou, no final dos anos 80, a banda atravessou por altos e baixos, acabou e voltou, promoveu retornos de curta duração, e seus integrantes se dedicaram a diferentes projetos solo. O grupo chegou a lançar um disco em 1993, sem os integrantes originais. O baterista Paulo Pagni faleceu em junho deste ano, aos 61 anos. Paulo Ricardo, a eterna voz do grupo, sempre se manteve em evidência. Além dos hits do RPM, ele também se aventurou pela seara do pop romântico, e também pela música eletrônica moderna.

A maior parte dos sucessos no show estão nos anos 80, época áurea do RPM. De lá vieram hits que animam festas até hoje, como “Olhar 43”, “Rádio Pirata”, “Revoluções por Minuto”, “London, London”, “Louras geladas”, “A cruz e a espada”, “Juvenília”, “Alvorada voraz”, entre outras. No final dos 90 Paulo Ricardo lançou “O amor me escolheu” e lançou sua nova faceta romântica, emplacando uma versão de “E não vou mais deixar você tão só”, de Antônio Marcos, entre outras.

Serviço:
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocam “Dois” e “Que país é este?”. Sexta, às 22h, no Boulevard Music Hall, Nova Parnamirim. Ingressos de R$70 a R$480. Na Mioche (Midway) ou Bilheteria Digital.

Paulo Ricardo e banda. Sábado, no Pipa Golf Condomínio & Resort. Ação a partir das 10h da manhã. Onde: estrada de Pipa para Sibaúma, RN 003. Acesso gratuito. 




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