Contas de luz ficarão mais caras a partir de maio

Publicação: 2017-04-29 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (Abr e AE) - As contas de luz de maio terão bandeira tarifária vermelha patamar 1, o que representa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Este é o segundo mês em que a bandeira vermelha é ativada neste ano.
Bandeira vermelha traz alta de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos
A bandeira tarifária vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas.  Ela possui dois patamares de cobrança. Quando o custo das termelétricas ligadas supera R$ 422,56 por megawatt-hora (MWh), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) utiliza o primeiro patamar da bandeira vermelha, que adiciona entre R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos. Se o custo dessas usinas for superior a R$ 610,00 por MWh, o sistema atinge o segundo patamar da bandeira vermelha cujo acréscimo é de R$ 3,50 a cada 100 kWh.

Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

Recentemente, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que as contas de luz deverão continuar com a bandeira vermelha patamar 1 até o fim do período seco, que vai até novembro.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

"Como o sinal para o consumo é vermelho, os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater desperdício", diz a Aneel. É o segundo mês seguido em que vigora a bandeira vermelha. O recurso ficou acionado em todo o ano de 2015 e em janeiro e fevereiro de 2016. Desde então, as contas oscilaram entre verde e amarela.

REAJUSTE
Em meio outro peso pesará sobre as contas de energia: o reajuste médio de 3,38% no Rio Grande do Norte aprovado pela Aneel. Os novos valores entram em vigor no dia 22 de abril, mas, de acordo com a Companhia Energética do RN (Cosern), a variação nos preços somente será percebida de forma mais significativa nas faturas recebidas a partir de maio. Segundo a Cosern, para os clientes atendidos em baixa tensão, que representam 99% do total dos consumidores, incluindo os residenciais, o aumento médio será de 3,08%. Já os consumidores industriais e comerciais de médio e grande porte, atendidos em alta tensão, terão reajuste de 4,07%, em média. Como exemplo prático do reajuste, um consumidor residencial convencional que consome 100 kWh/mês terá sua conta reajustada de R$ 51,98 para R$ 53,60. Esse perfil de consumidor corresponde a 87% do total de 1,2 milhões de clientes da Cosern.

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