Cookie Consent
Esportes
Contra o Dragão, Tricolor aposta tudo na juventude de Diego Costa
Publicado: 00:00:00 - 03/07/2022 Atualizado: 19:39:57 - 02/07/2022
Diego Costa é jovem, tem 22 anos e ainda pouca experiência no futebol profissional. Já pode dizer, contudo, que viveu os dois lados do esporte. O zagueiro protagonizou ascensão meteórica em 2020 depois de ter sido alçado ao profissional, mas sofreu com as frustrações ao ser preterido em 2021. Neste ano, pode comemorar seu renascimento sob o comando de Rogério Ceni, que lhe deu a faixa de capitão em alguns dos principais jogos do São Paulo nesta temporada. Hoje, ele estará em campo, mais uma vez com a braçadeira, para liderar o tricolor paulista contra o Atlético/GO, às 16h, no estádio Antônio Accioly pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A.

São Paulo Net
Diego Costa afirma que a relação com o técnico Rogério Ceni permitiu uma grande evolução

Diego Costa afirma que a relação com o técnico Rogério Ceni permitiu uma grande evolução

 
Diego amargou o banco com Hernán Crespo e ouviu críticas da torcida no ano passado, quando fez apenas 20 jogos e após algumas falhas. Neste ano, porém, começou a temporada entre os titulares, espantou a desconfiança do torcedor, colocou no banco o veterano Miranda, zagueiro de Copa do Mundo, e passou a ser um dos líderes do elenco do Morumbi, algo que já estava em seus planos. Recentemente, teve seu contrato renovado até o fim de 2024, com os valores não divulgados.

"Usei as críticas para trabalhar mais, para aprender e saber o tamanho do clube cuja camisa eu visto. Treinei mais, me cobrei mais. Hoje me sinto um jogador muito mais maduro e mais preparado", detalha o jogador em entrevista ao Estadão.

Mas o que o zagueiro fez para reconquistar seu espaço depois de um ano no ostracismo? Paciência, dedicação em campo e atenção ao aspecto mental estão entre as respostas do atleta, que afirma ser exigente consigo mesmo. "Tive de trabalhar bastante e esperar minha oportunidade para voltar a atuar. Não estava tendo muita sequência, mas sabia que era questão de tempo. Eu estava treinando muito mais. Não tinha como não voltar a jogar pelo que vinha mostrando para os treinadores", conta. "Foi algo construído com o tempo. Ele (Rogério Ceni) não olhou para mim e me escolheu. Foi eu mostrando para ele no treino que queria e merecia a posição", ressalta, esbanjando confiança.

O jovem sério e com cara de mau em campo diz se inspirar em líderes de suas equipes em outros esportes. Ele foi capitão da equipe em cinco partidas, três delas clássicos. A primeira vez com a braçadeira de capitão foi diante do Corinthians. Depois, repetiu a dose contra Ceará, Avaí e nos dois últimos duelos com o Palmeiras. Ele tem revezado a faixa com Miranda, Calleri e Rafinha. Ceni enxerga no defensor capacidade para ser um líder natural, como ele foi na base são-paulina, e potencial para se transformar em referência.

"Por mais que eu tenha sido capitão na base, ser capitão no profissional é uma grande responsabilidade. Se falar que estava esperando, vou estar mentindo, mas era o que eu almejava", admite. A braçadeira, ele entende, é resultado de seu empenho e postura em campo. "A faixa veio naturalmente. Fico muito feliz de usá-la. O mais importante é meu desempenho, mostrar para os meus companheiros que estou bem fisicamente, tecnicamente e mentalmente".

Dá para dizer que a carreira de Diego mudou com Ceni. Foi o treinador que apostou no ressurgimento do atleta e o fez amadurecer. É um desejo do jogador, agora, repetir o ex-goleiro e também se tornar ídolo do São Paulo. "É um cara em quem me inspiro bastante pelo profissional e pessoa que é e pelo que construiu no São Paulo. É um exemplo. Ganhou muito pelo clube. Espero me aproximar da carreira que ele teve no São Paulo", diz
De acordo com o Footstats, plataforma que compila estatísticas dos atletas, o camisa 4 é o zagueiro com mais desarmes no Brasileirão e o segundo com mais roubadas de bola na Copa do Brasil. São 28 partidas e um gol marcado. Está a dois jogos de igualar o mesmo número de duelos de 2020, ano em que mais vezes atuou.

Para além do comportamento de líder, um dos recursos que chamou a atenção de Ceni foi a qualidade na saída de bola. O treinador queria um zagueiro que ajudasse na construção do jogo e entende que Diego é essa figura, até por ter sido volante na base. "Mas acho que foi um conjunto de fatores e o quanto eu estar inspirando confiança nas partidas que me levou à titularidade", pondera o jogador, elencando a velocidade e a força na bola aérea como seus principais atributos.

Ele esteve em todos os principais jogos do São Paulo na temporada. Quando não joga, é porque está sendo preservado para estar descansado para ocasiões mais importantes. 

Outros jogos
11h – Avaí x Cuiabá
18h – América/MG x Goiás
18h – Coritiba x Fortaleza

Amanhã
20h – Bragantino x Botafogo

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte