Conversas sobre sucessão

Publicação: 2019-08-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Embora os pré-candidatos evitem declarações públicas e estardalhaços, há conversas sobre formação de chapas e adesões para a disputa eleitoral em Natal. Os diálogos envolvem não só perspectivas sobre candidaturas, mas também formação de alianças e trocas de filiação partidárias para viabilizar coligações à disputa eleitoral do próximo ano.

Julgamento no TRE
Na próxima terça-feira, o plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve julgar o pedido do deputado Hermano Morais para sair do MDB, partido pelo qual foi eleito, para se filiar a outra legenda. Hermano Morais já obteve, do partido, a autorização para se desfiliar. A tendência é o TRE também autorizar a troca de filiação, a exemplo das decisões que tomou em pedidos semelhantes.

Opção pelo PPS
Uma das possibilidades do deputado Hermano Morais é — obtida a autorização do TRE para trocar de filiação partidária — aderir ao Cidadania, antigo PPS. Ele poderia, assim, concorrer pela legenda à Prefeitura de Natal. 

Ministro no Lais
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve ontem no Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), do Hospital Universitário Onofre Lopes, da UFRN. Ele percorreu as instalações do Lais, ao lado a governadora Fátima Bezerra, do coordenador Ricardo Valentim, e do reitor José Daniel Diniz. O ministro destacou que o Lais é referência nacional e internacional, porque “além de ter sucesso e dar continuidade em pesquisas importantes na área da saúde, é um núcleo que procura se aprofundar e executar exigências da sociedade, entende a saúde como um setor estratégico para o sucesso econômico do nosso país e resolve problemas reais do SUS”.

Apoio dos municípios
O deputado Baleia Rossi, autor da reforma tributária que está na Câmara dos Deputados, disse que a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) irá apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45, da reforma tributária. No entanto, afirmou que, assim como os Estados, têm demandas próprias. Questionado, Rossi explicou que uma das exigências dos municípios é que a União participe do conselho gestor do IBS, o imposto único que incidirá sobre bens e serviços, com o mesmo peso de governadores e prefeitos. Os Estados vão além e pedem que a União fique de fora da gestão, recebendo apenas sua parcela na arrecadação.

Nota sobre a lei
O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Associação do MPRN divulgaram  uma nota na qual apontam “enxergar com preocupação” a aprovação do Projeto de Lei que trata do crime de abuso de autoridade. “O texto aprovado, que agora segue para sanção ou veto presidencial, acaba por vulnerar substancialmente órgãos, instituições e agentes que atuam na garantia dos direitos fundamentais e no combate ao crime organizado e à improbidade administrativa”, afirma a nota.

Recursos hídricos
A Assembleia Legislativa fará uma audiência pública na próxima segunda-feira, na Câmara Municipal de Nova Cruz, sobre os problemas de recursos hídricos na Região Agreste.

Análise e fiscalização
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, deu alguns detalhes sobre o trabalho de análise e fiscalização de antigas operações concedidas pelo banco - esforço que tem sido chamado de "abertura da caixa preta" pelos membros do governo de Jair Bolsonaro. Ele prometeu detalhar a compra de cerca de 130 jatinhos financiada pelo banco de fomento. Em entrevista a emissoras de rádio, ontem, o presidente do BNDES disse que foram identificados desvios no trabalho passado do banco, como o financiamento para empresários comprarem jatinhos particulares entre 2009 a 2013, em torno de 130 aviões, número que será revelado oficialmente na próxima segunda-feira, 19.

“Juro zero”
O presidente do BNDES disse também que a instituição teria sido usado para financiamento a juro zero a clientes bilionários numa época de crise econômica. Também criticou a gestão do passado quanto a fomento de infraestrutura no exterior, gerando calotes, e que os dados virão a público até setembro, segundo ele, os quais se referem principalmente a financiamentos para obras em Cuba, Angola, Venezuela e Argentina. Ele citou ainda um erro operacional em financiamentos à JBS - caso já comentado na imprensa.




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