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Cooperativas financeiras apoiam micro e pequenos negócios no Rio Grande do Norte
Publicado: 00:00:00 - 27/11/2021 Atualizado: 00:36:06 - 27/11/2021
Custódio Arrais
Presidente do Sicoob Potiguar

Nos últimos anos, enquanto os bancos tradicionais se tornaram excessivamente seletivos na concessão de crédito e desatenciosos às demandas legítimas da sociedade, o cooperativismo financeiro apareceu para apontar novos caminhos na relação bancária. No Rio Grande do Norte, por exemplo, o Sicoob já liberou mais de R$ 100 milhões em crédito em 2021, isso só para as micro e pequenas empresas - um dos segmentos que mais abriu vagas de emprego durante a pandemia. O montante é 21% superior ao ano de 2020, quando já havia sido liberado R$ 79 milhões.

O volume de crédito cooperativo para as micro e pequenas empresas no estado ainda tem muito a crescer, e é justamente o que vem acontecendo nos últimos anos. Se em 2020 a quantia liberada pelo Sicoob no Rio Grande do Norte representou 10,7% do crédito liberado para o Nordeste, em 2021 essa fatia aumentou para 13%. Em valores totais, o que o Sicoob destinou de crédito para micro e pequenas empresas já está em R$ 781 milhões, montante 4,1% superior ao do ano passado (R$ 749 milhões).

Os micros e pequenos empresários têm sido negligenciados há anos pelos bancos tradicionais. Mas com as cooperativas, encontraram uma alternativa próxima, ágil e fácil de acesso ao crédito e a outros produtos bancários. Para se ter ideia, segundo levantamento da FGV e Sebrae, publicado em setembro, duas das três instituições que mais emprestaram dinheiro para pequenos negócios - proporcionalmente falando - são do sistema de cooperativas financeiras. No Sicoob, por exemplo, a taxa de sucesso na obtenção de crédito foi de 52% maior do que no mercado. Esse resultado demonstra a proximidade e capacidade de geração de negócios do sistema cooperativista.

Os números positivos são consequência de uma política de maior aproximação da cooperativa junto aos associados, buscando entender suas demandas para oferecer serviços financeiros com melhores condições de adesão. Essa é uma das principais diferenças entre os bancos tradicionais e as cooperativas financeiras. Enquanto os bancos operam em escala nacional, as cooperativas focam em nichos, e não atuam com clientes, mas sim com cooperados - o que justifica a maior compreensão tanto da realidade de quem busca crédito e quanto da comunidade na qual estão todos inseridos.

Outro fator importante: as cooperativas são instituições sem fins lucrativos, cujo compromisso é com a justiça financeira, com a prosperidade do associado e - repito - com a comunidade em que se está inserida. É aí que se explica a aposta do cooperativismo nos micro e pequenos empresários. O volume de crédito que cada um desses empreendedores toma é pequeno, mas, juntos, se torna mola propulsora do desenvolvimento econômico para o nosso bairro, nossa cidade, nosso estado e nosso país, até porque são eles o segmento que majoritariamente mais gera emprego no Brasil, principalmente neste momento de pandemia.

Neste sentido, vamos continuar indo aonde os bancos tradicionais não vão. Porque acreditamos que fomentar os pequenos negócios de uma determinada localidade dá resultado para todos que vivem naquele lugar.

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