Copa do Nordeste

Publicação: 2010-01-17 00:00:00 | Comentários: 0
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A reunião dos representantes da Liga do Nordeste foi proveitosa sob todos os aspectos e a retomada da competição é questão ainda de pequenos ajustes entre a CBF e a Liga dos Clubes do Nordeste. Os clubes que estiveram reunidos em Natal agiram de forma acertada quando abriram mão do valor que tinham para receber da confederação em troca da garantia de retomar a disputa da Copa. Em um primeiro momento a volta imediata da competição pode parecer o óbvio, mas eu entendo e defendo que ela seja disputada a partir de 2011, já que estamos em ano de Copa do Mundo e de qualquer maneira o planejamento e a estrutura da competição poderiam ficar prejudicados pelo curto espaço de tempo para negociar com televisão e patrocinadores. A Liga que já esperou tanto e que manteve forte a luta pelo direito de disputar a competição pode ter um pouco mais de paciência e costurar o acordo com a CBF para voltar com a disputa a partir do ano que vem, com o brilho e pompa que a Copa do Nordeste merece. Datas, fórmula de disputa, televisionamento e premiação devem ser muito bem discutidos e esse é mais um motivo pelo qual eu entendo que o ideal é planejar a volta do certame para 2011.

Estaduais não acabam

A volta da Copa do Nordeste não implica de forma nenhuma com a “morte” dos Estaduais. É fato que as competições domésticas – Estaduais – são na maioria dos casos deficitários, mas são as únicas classificatórias em nível nacional. Portanto discutir o término dos Estaduais é como discutir o sexo dos anjos. Ao invés do término dos Estaduais devem ser discutidas medidas para o fortalecimento das competições. Como explicar a absurda falta de interesse do empresariado potiguar em investir no campeonato estadual? Como é possível fortalecer a competição da terra se as empresas da terra não apostam nela? Bem diferente do que acontecia em anos anteriores, a FNF hoje tem credibilidade e vem colocando o profissionalismo como uma marca determinante no gerenciamento do futebol do RN. O que falta efetivamente para que o Estadual do Rio Grande do Norte desenvolva é o investimento financeiro, que ainda é muito precário e não por falta de empresas com capacidade de investir. O que falta na grande maioria das empresas da terra é justamente apostar no futebol da terra. O nosso Estadual não é melhor e nem pior que o gaúcho, mineiro ou goiano por exemplo. A diferença é que lá as competições tem o respaldo financeiro e publicitário que não existe aqui.

Fim de jogo, fim de papo

Depois do renascimento do Verdão em nível nacional, o presidente Orlando Caldas aposta na reconquista da hegemonia do futebol potiguar. Com patrocínios consistentes e um planejamento sólido, o Alecrim quer repetir no Estadual o sucesso que obteve no Brasileiro.

As dificuldades do ABC

O elenco do ABC é uma legião de jogadores desconhecidos da grande maioria, o que não significa dizer que não tenham qualidade. Para muitos o grupo tem demonstrado muita disposição, o que convenhamos não é suficiente para determinar o sucesso no futebol. Precisa mais do que simples disposição. Precisa de qualidade técnica, aliada a um padrão tático consistente, e como eu ainda assisti nenhum jogo do novo time do ABC vou esperar para depois do amistoso com o Treze para fazer a minha avaliação. Hoje qualquer jogador de nível médio não assina contrato com um clube que participa de um Estadual com pouca visibilidade e da Série C, por menos de 15 mil reais, dinheiro na mão e contrato de um ano com multa rescisória.

Souza no América

Souza disse na Rádio Globo que está apenas esperando ser convocado para uma reunião com a diretoria do clube para voltar ao América, agora na condição de dirigente. A presença de Souza como elo entre comissão técnica, elenco e diretoria é fundamental, justamente para evitar que o América passe em 2010 pelos problemas de relacionamento que enfrentou em 2009 e que todo mundo lembra.

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