Coronavírus: casos investigados no RN ainda não são considerados suspeitos pelo Ministério da Saúde

Publicação: 2020-02-27 11:04:00
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São Paulo é o estado com o maior número de casos suspeitos de infecção pelo coronavírus (Covid-19), com 11 casos, conforme a atualização divulgada nessa quarta-feira (26) pelo Ministério da Saúde. Os demais casos foram registrados nos estados da Paraíba (1), de Pernambuco (1), do Espírito Santo (1), de Minas Gerais (2), do Rio de Janeiro (2) e de Santa Catarina (2), totalizando 20 casos. No Rio Grande do Norte, há três casos em investigação e os protocolos estão sendo cumpridos para definir se eles são ou não suspeitos de coronavírus. Até as 11h desta quinta-feira (27), ainda não havia definição.
Créditos: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABrSecretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de OliveiraSecretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira

O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, explicou que dos 20 casos suspeitos,12 pessoas estiveram na Itália, dois na Alemanha e dois na Tailândia. Os casos investigados no Rio Grande do Norte são de três pessoas do sexo feminino, sendo duas mulheres que estiveram na Itália entre os dias 10 e 25 de fevereiro, e uma criança de 10 anos que esteve em um cruzeiro em Hong Kong e retornou a Natal no dia 21 de fevereiro.

Wanderson de Oliveira explicou que o momento todo o sistema atua no trabalho de contenção para impedir a transmissão do Covid-19. “Estamos na fase de contenção, onde buscamos evitar que o vírus se espalhe. Caso se espalhe, vamos para a fase de mitigação, que é evitar casos graves e óbitos", afirmou.

No Rio Grande do Norte, os três pacientes estão em isolamento domiciliar e aguardam o cumprimento de protocolo para que possam ser considerados suspeitos ou que a hipótese seja descartada. A expectativa é que ainda nesta quinta-feira exista uma resposta.

Caso confirmado

Nessa quarta-feira, o Brasil registrou o primeiro caso de coronavírus. Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar da viagem, na última sexta-feira (21), o paciente apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza).

Atendido no Hospital Israelita Albert Einstein na segunda-feira (24), o homem foi submetido a exames clínicos que apontaram a suspeita de infecção pelo vírus. Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova, confirmando a infecção.
Centro de Contingência

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizou, ontem, a primeira reunião do Centro de Contingência, grupo criado para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus. O centro vai trabalhar de forma integrada com o Centro de Operações de Emergências (COE), implantado anteriormente pelo governo estadual.

Dentre as ações, destaca-se a definição dos hospitais de referência para o tratamento de casos graves de infecção pelo coronavírus. Entre as unidades, estão o Hospital das Clínicas de São Paulo e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. No interior do estado os hospitais das Clínicas de Ribeirão Preto (USP) e de Campinas (Unicamp), o Hospital de Base de São José do Rio Preto e, no litoral, o Emílio Ribas II, do Guarujá. Juntas, esses hospitais contam com cerca de 4 mil leitos, sendo mil de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com a secretaria, os hospitais privados também poderão integrar a rede, seguindo protocolos e até disponibilizando leitos, se houver necessidade. Profissionais da Saúde estadual vão reforçar os contatos com os serviços particulares para reforçar o alinhamento de estratégias e fluxos.

Com informações da Agência Brasil






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