Natal
Corpo achado em veleiro em Natal ainda não foi identificado
Publicado: 00:01:00 - 12/05/2022 Atualizado: 21:38:55 - 11/05/2022
O corpo de um homem encontrado neste sábado (7) em veleiro à deriva, cerca de 26 quilômetros da costa de Natal, ainda não foi oficialmente identificado pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia. A causa da morte também não foi determinada. Segundo o ITEP, documentos pessoais de um um homem de nacionalidade italiana foram encontrados no local. O corpo pode ser de Stéfano Magnani, 52 anos, mas para comprovar a informação é preciso DNA de algum familiar. Rino Bordogna, representante consular da Itália em Natal, confirmou que, pelo avançado estado de decomposição, um reconhecimento facial não foi possível. 

Magnus Nascimento
Corpo foi encontrado pela Marinha, após uma operação no veleiro que estava à deriva. Itep e Polícia Federal foram acionados

Corpo foi encontrado pela Marinha, após uma operação no veleiro que estava à deriva. Itep e Polícia Federal foram acionados


De acordo com a documentação encontrada, Stéfano Magnani é natural da cidade de Bellaria-Igea Marina, região da Emília-Romanha e província de Rimini. Atualmente, o local conta com cerca de 15.199 habitantes. O homem trabalha como motorista, tem cabelo e olhos castanhos e 1,83m de estatura. “Quem está fazendo essa busca na Itália é o Consulado de Recife”, diz Rino. “É importante encontrar familiares para que uma amostra de DNA possa ser colhida e comparar no ITEP. Dessa forma, vamos saber com 100% de certeza se o morto é mesmo dono dos documentos encontrados”.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o ITEP confirmou que a causa morte ainda não foi determinada e, pelo avançado estado de decomposição, não foi possível confirmar a identidade do corpo. Nesse caso, somente com análise de DNA que, para comparação, precisa de amostras familiares. Enquanto o Consulado tenta contato, o corpo segue no Instituto. “Esse trabalho é feito de dois modos, primeiro contatamos a prefeitura de Bellaria-Igea Marina. Através da carta de identidade, esperamos que ele ainda more naquela comuna, não sabemos se ele mudou e reside em outro local. Depois, mandamos para o Carabinieri, que é a polícia italiana, para auxiliar na busca”, explica Rino.

Foram encontrados no veleiro: um passaporte (vencido); um diário; documentos do barco; cartas náuticas; notas fiscais de serviços de reparos do barco e um GPS. Os pertences estão em posse da Polícia Federal, que também atua no caso. Entrevistado na manhã desta quarta-feira (11), Rino Bordogna disse que estava na espera do envio de cópias desses itens que podem auxiliar na identificação. 

Em casos dessa natureza, a parte da PF é apenas imigração, que está prejudicada momentaneamente, uma vez que o Consulado ainda tenta confirmar com a família a identificação do corpo encontrado. O órgão faz o controle migratório e de embarcação de transporte na entrada e saída do país. “Estamos acompanhando junto ao Consulado italiano, porque pressupõe-se que aquele corpo encontrado seja da pessoa dos documentos a bordo. Constatado isso através do exame científico, a família vai se manifestar para que seja feito todo esse procedimento de translado dos restos mortais”, informam através de assessoria a Polícia.

Sobre os procedimentos após a identificação, o  representante consular pontuou que tudo depende da causa da morte. “Precisamos saber o motivo da morte, se foi falta de água ou comida, algo natural. Se foi outra coisa, é importante saber. Ontem à tarde, o ITEP ainda não tinha feito o relatório. Sei que terminaram a necrópsia do corpo, mas normalmente demora três dias para sair. Se for causa natural, o corpo provavelmente vai ser cremado devido ao estado mas depende da família. Nesse caso, vamos intermediar entre eles e uma funerária”, finaliza Rino Bordogna.

Marinha
Em nota oficial, o Comando do 3º Distrito Naval da Marinha do Brasil elucidou os acontecimentos da manhã deste sábado passado (7). Ao tomar conhecimento da embarcação, a Marinha iniciou de imediato uma operação de socorro, coordenada pelo Salvamar Nordeste, para apoiar o veleiro que foi rebocado por um barco pesqueiro nas proximidades. “No interior do veleiro rebocado, foi encontrado um corpo não identificado. O Instituto Técnico-Científico de Perícia e a Polícia Federal foram acionados para a realização dos procedimentos cabíveis”, informaram.

O veleiro Mona-Mi F.S., encontra-se apoitado no Iate Clube de Natal, no bairro de Santos Reis, zona Leste da cidade. Edson Fernandes, diretor social do local, confirmou à reportagem que não foi dada uma previsão de quanto tempo a embarcação ficará presa por lá.

Encontrado à deriva por um grupo de pescadores, o veleiro tem parte da proa destruída, bem como mastro e leme quebrados. Segundo uma funcionária do clube, o relato dos pescadores conta que não havia água no veleiro, apenas comida. O corpo apresentava aspecto esquelético, por isso também especulam que a embarcação devia estar naquele estado por cerca de 30 dias.

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