Política
Covid: fala de Bolsonaro sobre 'guerra química' pode ser investigada em CPI
Publicado: 09:42:00 - 11/05/2021 Atualizado: 09:56:28 - 11/05/2021
Um conjunto de requerimentos apresentados na segunda-feira (10) pretende investigar a declaração do presidente Jair Bolsonaro segundo a qual o coronavírus pode ter sido criado no contexto de uma “guerra química”. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) requer informações sobre o tema ao Ministério das Relações Exteriores e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Reprodução



O vice-presidente da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sugere a convocação do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, para tratar de outro assunto: o eventual uso da agência para intimidar e interferir nos trabalhos da comissão. Segundo reportagem da revista Crusoé, o governo teria usado o serviço secreto “para levantar suspeitas” sobre governadores e prefeitos. Em outro pedido, Randolfe propõe o afastamento de Alexandre Ramagem do cargo, como “medida acautelatória”.

Entre os 27 requerimentos apresentados à CPI na segunda-feira, os parlamentares sugerem a convocação do chamado “gabinete do ódio”, um grupo de servidores que atua nas redes sociais da Presidência da República e é suspeito de promover uma campanha de desinformação durante a pandemia. Podem ser chamados a depor os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Gomes e Mateus Matos Diniz.

Outro requerimento pede que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello apresente resultado de exame para detecção do coronavírus. Convocado a depor em 5 de maio, Pazuello pediu o cancelamento da reunião porque teria entrado em contato com pessoas infectadas. No entanto, no dia seguinte, Pazuello encontrou-se com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni.

Agência Senado

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte