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Covid: laboratório do RN reduz fluxo de testes para evitar desabastecimento de insumos
Publicado: 12:38:00 - 13/01/2022 Atualizado: 13:12:40 - 13/01/2022
O aumento na procura por realização de testes da covid-19 fez com que grandes laboratórios de análises revissem o fluxo de atendimento para evitar que falte material de testagem. Com uma ampliação de 400% na demanda entre dezembro e janeiro, um dos maiores laboratórios do Rio Grande do Norte precisou reordenar a realização dos exames como forma de precaução.
Magnus Nascimento
Testes precisam ser pré-agendados neste momento

Testes precisam ser pré-agendados neste momento

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Apesar de notícias sobre o temor da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) sobre a possibilidade de desabastecimento de insumos no país, os laboratórios do Rio Grande do Norte, até o momento, não receberam quaisquer informações dos fornecedores acerca dessa da hipótese de atraso no fornecimento dos materiais utilizados na testagem. Para que os exames não sejam suspensos antes da chegada do material, contudo, o DNA Center decidiu fazer um pré-agendamento para ordenar o trabalho junto à população.

O laboratório garantiu que não há falta de material neste momento e reforçou que não recebeu nenhum comunicado de fornecedores sobre a possibilidade de atraso na entrega dos itens para testagem. Porém, o atendimento por livre demanda nos drives-thru foi suspenso temporariamente, fazendo com que os exames sejam realizados somente na população que fizer um pré-cadastro. Não há a confirmação sobre a média de atendimentos diários no laboratório, mas já ocorreram dias em que 1,5 mil testes foram realizados.

A expectativa é que o atendimento mais amplo seja retomado de acordo com a garantia da chegada de mais itens de testagem para atenderà nova demanda.

Temor

Na quarta-feira (12), a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) recomenda, em nota técnica, a priorização de pacientes graves para a realização dos exames. O motivo seria o risco de desabastecimento dos itens necessários para realização dos testes.

Pela escala proposta pela associação, devem ser testados primeiro os pacientes com maior gravidade de sintomas, casos de hospitalização e cirurgia, pessoas de grupos de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde e colaboradores de serviços essenciais.

A Abramed aponta que “a alta transmissibilidade da nova variante Ômicron causou aumento exponencial de casos, o que vem demandando significativo aumento da capacidade produtiva global de testes”. 

A entidade alerta que se não houver recomposição dos estoques "rapidamente" poderá ocorrer falta de oferta de exames. Isso ocorre tanto para os de tipo PCR, como de antígeno. 

"Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil", diz a associação na nota. 

A Abramed disse que não é possível calcular até quando será possível atender, pois os estoques variam entre os laboratórios e as regiões.

A associação informou que outras entidades do setor de saúde serão contatadas para informar da situação, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS), o Ministério da Saúde, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e Associação Médica Brasileira (AMB).

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