Política
CPI da covid do RN aprova quebra de sigilo bancário de Gabas
Publicado: 15:56:00 - 14/10/2021 Atualizado: 16:56:41 - 14/10/2021
A CPI da Covid-19 aprovou na reunião desta quinta-feira (14) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas. O requerimento foi apresentado pelo presidente da comissão, deputado Kelps Lima (Solidariedade) e teve aprovação do relator dos trabalhos, o deputado Francisco do PT, Ubaldo Fernandes (PL) e Gustavo Carvalho (PSDB).

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“A base de informação para esse pedido foi disponibilizada para os deputados, mas ela não pode ser tornada pública, porque tem como base documentos sigilosos da CPI”, explicou Kelps Lima. O período dos dados que serão solicitados também não foram expostos pela CPI, que vai oficiar as instituições devidas para que as informações sejam repassadas à comissão.

Carlos Gabas foi convocado à CPI para prestar depoimento sobre possíveis irregularidades nos processos de aquisições de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia da Covid 19. A Comissão pede explicações do Consórcio sobre a compra de respiradores para a Hempcare, empresa que não tinha experiência no ramo e que não entregou os equipamentos prometidos, apesar de ter recebido aproximadamente R$ 48 milhões do Consórcio Nordeste, sendo R$ 4,8 milhões do Rio Grande do Norte. 

O secretário, contudo, acionou a Justiça em busca do habeas corpus, concedido pelo TJRN. Em seu depoimento no último dia 6, Gabas permaneceu em silêncio, sendo dispensado pela comissão em seguida. Nesta semana, em entrevista ao canal Foro Moscow, o secretário afirmou que ficou em silêncio por não ter aceito ter sido "convocado como investigado". 

Depoimentos
Ainda na reunião, os deputados ouviram mais dois depoimentos sobre contratos investigados pela CPI. O ex-subcoordenador de Serviços Gerais da Sesap Carlos Thomas Araújo da Silva falou sobre o processo de busca para a contratação de empresa do Piauí para realização de inquérito sorológico. Além dele, que falou como testemunha, a CPI ouviu na condição de convidado Angelo Giuseppe Roncalli da Costa Oliveira, servidor da PPGScol/UFRN, que participou da discussão sobre a necessidade do inquérito.

Ambos responderam a questionamentos dos parlamentares, principalmente, sobre os motivos pelos quais o inquérito precisou ser realizado, sobre como foi a escolha da empresa, os motivos pelos quais as empresas de pesquisa do Rio Grande do Norte não foram contatadas e se a não realização de parte dos testes necessários prejudicou a pesquisa.

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