CPI tem dificuldade para votar relatório

Publicação: 2019-10-22 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - Sem acordo, a Comissão Parlamentar de Inquérito do BNDES caminha para terminar em "pizza", ou seja, sem resultados. Ontem, pela quarta sessão seguida, os deputados derrubaram a votação do relatório final que pede o indiciamento de cerca de 70 pessoas entre elas políticos, empresários e diretores do banco. O prazo final de discussão se encerra nesta terça, 22, e não há perspectiva de acordo para levar o texto à votação.

Vanderlei Macris admite a dificuldade para a votação final
Vanderlei Macris admite a dificuldade para a votação final

"Estamos assistindo um processo muito claro para não se ter relatório", afirmou o presidente da CPI do BNDES, Vanderlei Macris (PSDB-SP).

De acordo com o presidente da CPI, a única saída para o texto ser votado é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceitar um pedido para prorrogação dos trabalhos. "Está na mãos do Rodrigo Maia a decisão de entregarmos ou não uma relatório ao povo brasileiro. Peço a prorrogação dos trabalhos da CPI para podermos dar uma satisfação ao País", afirmou Macris.

O presidente da Câmara afirmou que ainda não tomou uma decisão se aceita ou não o pedido. "Ele tem até amanhã para votar. Ele precisa mobilizar os membros (da CPI)", afirmou Maia, que decidirá só na tarde da terça-feira sobre a prorrogação.

Desde a semana passada, o relator da CPI, Altineu Côrtes (PL-RJ), tenta costurar um acordo com o PT para que, ao menos, os empresários e empresas envolvidas no núcleo econômico, entre eles os executivos da Odebrecht e da JBS, tenham seus indiciamentos sugeridos. Segundo o relator, sem o assentimento da demanda de deputados petistas, a comissão pode terminar em "pizza", ou seja, sem resultados.

"Essa é a terceira CPI do BNDES e se não tivermos um relatório aprovado teremos uma imensa pizza. A terceira pizza do BNDES", afirmou o relator Altineu Côrtes.





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