Crédito imobiliário da Caixa terá carência de 180 dias

Publicação: 2020-07-03 00:00:00
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de medidas para o setor imobiliário. Entre as principais para Pessoa Física estão a pausa de 120 dias no financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, o prazo de carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos e a renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações. As novas modalidades estarão disponíveis a partir da segunda-feira (6).

Créditos: Adriano AbreuCaixa prevê a contratação de 1.280 novos empreendimentos, com as medidas anunciadas ontemCaixa prevê a contratação de 1.280 novos empreendimentos, com as medidas anunciadas ontem


A previsão, segundo a instituição financeira, é de 26 mil novos contratos de financiamento habitacional com carência de seis meses para a primeira prestação.

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Até o momento, mais de 2,4 milhões de mutuários já solicitaram a pausa na prestação habitacional. Durante o período de pausa o contrato não está isento da incidência de juros, seguros e taxas. Os valores dos encargos pausados são acrescidos ao saldo devedor do contrato.

Para pessoa Jurídica, o pacote traz como medida para as empresas a flexibilização da comercialização mínima de 30% para 15% para novos empreendimentos, fomentando o mercado imobiliário para lançamento de novos empreendimentos. As outras medidas para PJ são a possibilidade de contratação da produção de empreendimentos sem exigência de execução prévia de obras e de destinação dos recursos provenientes das vendas das unidades habitacionais para pagamento dos encargos mensais.

 “São medidas objetivas para atender as demandas do segmento imobiliário, que analisamos e vimos que temos capacidade para atender matematicamente,como sempre fazemos nesta gestão”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “O lançamento desse pacote de medidas traz benefícios para as empresas e para o consumidor que deseja adquirir sua casa própria”, enfatiza.

A expectativa da Caixa é contratar 1.280 novos empreendimentos, o que representa156 mil novas moradias e 485 mil empregos diretos e indiretos. A carteira de crédito ampla da Caixa possui 5,46 milhões em contratos que somam R$ 478,4 bilhões. No primeiro semestre de 2020, as contratações alcançaram a marca de R$ 48,2 bilhões, o que representa, segundo o banco, um crescimento de 21,73% em relação ao mesmo período do ano passado. No mês de junho, a Caixa atingiu o volume de R$ 11,1 bilhões em financiamentos habitacionais, mantendo a liderança no mercado imobiliário.

O total de empreendimentos em andamento é de 5.603, o que soma 740 mil unidades habitacionais em construção. Segundo a Caixa, “com as medidas para fotalecer o setor, hoje menos de 1% dessas obras estão paralisadas em função da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus”. 

Antes do início da crise da covid-19, o mercado imobiliário vinha em toada positiva no País. No primeiro bimestre de 2020, os empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança cresceram 35,7%, na comparação com mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, as novas medidas da Caixa vão ajudar as empresas a manter empregos. "Por que alguém que tiver capital de giro e estiver vendendo os imóveis vai mandar alguém embora?", disse ele. "Essas medidas dão, sim, condições para não demitirem ninguém agora."





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