Crítica da inexperiência

Publicação: 2020-08-07 00:00:00
O deputado Getúlio Rêgo (DEM) apontou que o atual governo montou uma “equipe inexperiente” para o gerenciamento da saúde pública do Rio Grande do Norte. Para ele, os escolhidos têm conhecimento “apenas acadêmico”. “Ignorar o desastre que está sendo a saúde é simplesmente desrespeitar a dignidade das pessoas. Todos nós temos consciência de que o RN já vinha padecendo de muitas limitações nesta área, mas as dificuldades se ampliaram, se intensificaram”, disse, durante a sessão de ontem da Assembleia Legislativa. O deputado Francisco do PT discordou. “Há um esforço gigante no sentido de reduzir os danos provocados por essa pandemia aqui no Estado. Acho impressionante quando querem tirar o protagonismo do trabalho realizado pelo governo”, comentou.  

Data marcada 
A votação da reforma da Previdência de Natal tem data marcada: próximo dia 20 de agosto. Embora o novo prazo definido em portaria da Secretaria de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia termine em 30 de setembro, a Câmara preferiu marcar logo o segundo turno para daqui a duas semanas. A reforma municipal da Previdência já foi votada em primeira discussão. Essa segunda etapa é para apreciação das emendas. 

Vetos mantidos e derrubados 
Os vereadores  de Natal mantiveram ontem o veto do prefeito a um projeto de lei, de autoria do vereador Bispo Francisco de Assis (Republicanos), que tinha a intenção de proibir a cobrança de valores para utilização de estacionamento de veículos nos hospitais, clínicas, pronto-socorros e estabelecimentos similares. Na sessão de ontem, os vereadores derrubaram outros dois vetos a projetos dos vereadores Fúvio Saulo (Solidariedade) e Sueldo Medeiros (PROS), um que trata da criação de Roteiro Turístico-Ecológico oficial da cidade de Natal e o outro sobre a criação do programa Visão Nota 10.

Repercussão da entrevista 
O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) repercutiu a entrevista dada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, à TRIBUNA DO NORTE, publicada na edição do último domingo. “Ele teve uma vivência no enfrentamento ao coronavírus. Disse com todas as letras que ciência não torce por ninguém, não tem lado, quer evidência. Não tem partido político, quer a verdade científica”, destacou. Vivaldo Costa citou os comentário críticos do ex-ministro à prescrição de medicamentos como cloroquina e ivermectina para tratamento de covid-19 sem comprovação científica de eficácia.

Intenção de voto 
Uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República, feita pelo PoderData, mostra Jair Bolsonaro como líder na simulação para o 1º turno, com 38%. O segundo colocado é ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, com 14%. A diferença entre o presidente e o petista é de 24 pontos percentuais. O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (sem partido), aparece em 3º, com 10% de preferência. O levantamento também inclui Ciro Gomes (6%), Luiz Henrique Mandetta (5%), João Doria (4%) e Flávio Dino (3%). A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. Os dados foram coletados de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. 

Arrecadação dos partidos 
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que os partidos devem comunicar à Justiça Eleitoral quaisquer eventos voltados à arrecadação de fundos. O entendimento foi firmado em consulta apresentada pelo Partido Renovador Trabalhista (PRTB), que questionava, entre outros pontos, a possibilidade de realizar eventos entre amigos visando arrecadação de recursos. A consulta não foi conhecida em parte porque os ministros a consideram genérica. A legenda questionou se os partidos poderiam, em período não eleitoral, promover “ações entre amigos”, ou seja, eventos e promoções para aumentar a arrecadação de recursos próprios da legenda junto a militantes, filiados e simpatizantes.

Impeachment recusado 
A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas decidiu ontem, por 12 votos a 6, arquivar pedido de impeachment contra o governador Wilson Lima (PSC) e o vice-governador Carlos Almeida Filho (PTB). Outros cinco deputados se abstiveram da votação. Apresentada pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, e pela oftalmologista Patrícia Sicchar, a denúncia os acusava de suposta prática de crimes de responsabilidade e improbidade administrativa envolvendo o mau uso dos recursos públicos na área da saúde durante a pandemia do novo coronavírus.