Criador da expressão doping financeiro, defende punição

Publicação: 2020-02-18 00:00:00
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Criador da expressão 'doping financeiro', o técnico Arsène Wenger defendeu nesta segunda-feira a dura punição aplicada pela Uefa ao Manchester City, na semana passada. Em evento do prêmio Laureus, em Berlim, o ex-treinador do Arsenal disse que as autoridades do futebol não podem ser condescendentes com infrações às regras do Fair Play Financeiro.

Créditos: DivulgaçãoO técnico Arsène Wenger critou a expressão que ficou famosaO técnico Arsène Wenger critou a expressão que ficou famosa


"Eu sempre fui a favor do controle e das regras financeiras e de deixar os clubes viverem do seu rendimento natural. As regras foram criadas, elas são o que são e você tem que respeitá-las. As pessoas não as respeitam e, ao tentarem contorná-las de um jeito mais ou menos legal, é necessária uma punição. Se for provado que algo foi feito de forma pensada, você não pode deixar isso passar", declarou Wenger, que deixou o Arsenal em 2018, mas não oficializou sua aposentadoria.

O francês fez as declarações em uma entrevista coletiva na companhia do treinador italiano Fabio Capello, da técnica Jill Ellis, bicampeã mundial comandando a seleção feminina dos Estados Unidos, e o holandês Ruud Gullit.

"Acho que o esporte é basicamente tentar vencer seguindo as regras. Nós celebramos os melhores de cada modalidade, mas queremos que eles respeitem as regras. Se não há respeito pelas regras, não é esporte de verdade. Acho que isso é o mais importante", reforçou Wenger, que brincou ao ser questionado por um jornalista. "Você sempre foi crítico ao Manchester City..." O francês cortou a declaração e respondeu em tom de brincadeira: "É que eles sempre compraram os meus jogadores."

O Manchester City, comandado pelo técnico Josep Guardiola, foi banido das duas próximas edições da Liga dos Campeões ou de qualquer outra competição europeia e multado em 30 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões) pelo descumprimento de regras do Fair Play Financeiro criado pela Uefa.

De acordo com a entidade, o clube cometeu "violações graves" ao regulamento, um mecanismo criado pela organização para evitar que os clubes gastem valores superiores aos que forem arrecadados.







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