Custo da cesta básica em Natal é o 3º menor do país

Publicação: 2019-10-05 00:00:00 | Comentários: 0
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Em setembro, o preço médio da cesta de alimentos em Natal ficou em R$ 352,57, o que significou redução de -0,53% em relação ao valor de agosto. Foi o terceiro menor preço registrado entre as 17 capitais pesquisadas. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 6,74%. Nos nove primeiros meses de 2019, ficou em 3,27%.

De acordo com pesquisa do Dieese, custo do tomate sofreu a maior redução (5,36%) entre os produtos que compõem a cesta básica
De acordo com pesquisa do Dieese, custo do tomate sofreu a maior redução (5,36%) entre os produtos que compõem a cesta básica

Seis produtos tiveram redução de preço entre agosto e setembro: tomate (-5,36%), açúcar (-4,84%), café em pó (-3,28%), feijão carioquinha (-2,94%), carne bovina de primeira (-0,61%) e farinha de mandioca (-0,24%). O pão francês não apresentou variação de preço. Outros cinco produtos tiveram o preço médio majorado: óleo de soja (5,50%), banana (3,43%), manteiga (2,48%), leite integral longa vida (1,05%) e arroz agulhinha (0,63%).

Em 12 meses, os nove itens com alta acumulada foram: feijão carioquinha (41,05%), tomate (34,18%), banana (15,63%), óleo de soja (8,04%), arroz agulhinha (7,23%), açúcar (6,79%), manteiga (5,48%), pão francês (4,28%) e carne bovina de primeira (2,51%). As taxas acumuladas foram negativas para: a farinha de mandioca (-17,07%), leite integral longa vida (-12,33%) e café em pó (-9,85%).

O trabalhador natalense cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho de 77 horas e 43 minutos, em setembro de 2019, para comprar a cesta. Em agosto, o tempo necessário foi de 78 horas e 44 minutos. Já em setembro de 2018, a jornada média era de 76 horas e 10 minutos.

Em setembro de 2019, o custo da cesta em Natal comprometeu 38,40% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários), percentual menor que o de agosto (38,60%). Em setembro de 2018, equivalia a 37,63%.

Dados nacionais
Entre agosto e setembro de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais seguiu em queda e foi menor em 16 cidades, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 17 capitais. As diminuições mais expressivas ocorreram em Fortaleza (-4,63%), Curitiba (-3,73%) e Brasília (-3,10%). A única alta foi registrada em Recife (1,53%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,85), seguida de Porto Alegre (R$ 458,29), Rio de Janeiro (R$ 458,21) e Florianópolis (R$ 454,94). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 328,70) e Salvador (R$ 345,04).

Em 12 meses, entre setembro de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-3,98%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 3,44%, em Campo Grande, e 10,51%, em Goiânia.

Entre janeiro e setembro de 2019, nove municípios pesquisados acumularam taxas negativas, com destaque para Aracaju (-8,38%), Campo Grande (-6,12%) e Belo Horizonte (-4,35%). Outras oito cidades tiveram taxa positiva. A mais alta foi verificada em Recife (7,81%).

Com base na cesta mais cara que, em setembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em setembro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em agosto de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 4.044,58, ou 4,05 vezes o mínimo vigente. Já em setembro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.





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